Gilberto Silva é uma boa contratação

Foto: Andre Penner, AP
Para iniciar a semana com novidade e amenizar a dor da derrota deste domingo, de 2×1 para o Corinthians, o Grêmio anunciou contratação do volante Gilberto Silva, 34 anos, que se encontrava Panathinaikos, da Grécia. Trata-se da segunda contratação do clube desde sábado, quando o diretor de futebol, Antonio Vicente Martins, anunciou a vinda do atacante argentino Ezequiel Miralles, do Colo Colo (Chile).
Apesar de ser um veterano, Gilberto Silva vem ao Grêmio para deixar Adilson no banco de reservas. É um jogador que sabe marcar, mas também não costuma errar passes e finaliza melhor que o Alemão. Além disso, ele vem para dar mais experiência ao jovem time tricolor, que pecou nos últimos jogos pela imaturidade. Portanto, acredito que o volante pentacampeão com a Seleção Brasileira possa formar uma boa dupla com Fábio Rochemback.
Além de Gilberto Silva, recebi a informação de que o Grêmio também busca outro volante, que vem do futebol paulista. Trata-se de Pierre, do Palmeiras, jogador com alto poder de marcação e que cairia muito bem no grupo. Embora tenha passado a impressão de querer permanecer no clube alviverde, no programa Arena Sportv desta segunda-feira, a contratação desse atleta seria bem vinda.
Brasileirão’11: Alerta logo na primeira rodada
O Grêmio começou muito mal o Campeonato Brasileiro com derrota para de 2×1 para o Corinthians em pleno Olímpico. Trata-se da terceira derrota consecutiva em casa, fato que não ocorria desde o fatídico ano de 2004, consolidando 45 dias sem vencer em seu campo. O novo revés provavelmente marcará a semana com novos protestos e mais questionamentos por parte dos torcedores ao presidente Paulo Odone e deixa ainda Renato Portaluppi em situação delicada no comando técnico.
Novamente vimos a repetição de erros que vem ocorrendo ao longo da temporada 2011. O Grêmio mais uma vez pressionou o adversário nos primeiros minutos, não matou o jogo e cansou. Assim foi a partida contra o Corinthians, com o time de Renato tendo maior volume de jogo, mas não convertendo isso em gols.
Além disso, Renato sofre com a falta de opções. O técnico gremista não tinha zagueiro no banco de reservas e ainda perdeu Rodolfo, que prendeu a chuteira do pé esquerdo na grama e sofreu fratura na fíbula, ficando fora dos gramados por mínimo 45 dias. Sem opções, Neuton se deslocou para zaga, fazendo com que Lúcio voltasse para a lateral-esquerda e Escudero, que tinha entrado logo a seguir, fosse o meia de ligação.

Foto: Edu Andrade/Gazeta Press
No segundo tempo, embora o Grêmio não apresentasse grande futebol, parecia que a vitória surgiria. Aos 12 minutos, Mário Fernandes recuperou a bola no campo de defesa e a passou para Leandro, que arrancou em velocidade até ser deslocado por Castan dentro da área, sofrendo assim a penalidade. Douglas cobrou com categoria e deixou o placar em 1×0 para o Tricolor. Porém, a alegria dos torcedores durou pouco, quando aos 19 minutos, Lúcio pisou no pé de Liedson, resultando em outra penalidade. Chicão bateu rasteiro e empatou em 1×1.
Sete minutos depois, o Grêmio levou a virada. Alessandro cobrou lateral, Danilo tocou de leve de cabeça e Liédson, entre os zagueiros, colocou o Corinthians na frente. O time de Renato buscou o empate, principalmente com Escudero se esforçando para isso. No entanto, o time abusava nos erros de passes, Leandro não estava em bom dia e ter Lins como opção no banco é sofrível, principalmente quando Viçosa não corresponde. Ou seja, faltou fôlego, organização e qualidade técnica para empatar e, quem sabe, retomar a vantagem. Por isso, o time de Renato perdeu por 2×1 em pleno Olímpico.

Foto: Roberto Vinícius/Gazeta Press
A derrota faz com que o Grêmio mergulhe em crise, fato que não adianta negar ou esconder. Cada vez mais os torcedores perdem a paciência com Odone. Nem Renato é poupado de críticas. Talvez nem devesse mesmo. Afinal, sofrer gol de lateral, ter um time que abuse no erro de passes e preferir apostar em William Magrão ao invés de Vinicius Pacheco ou Jonas Pessali (que sequer foi relacionado) também o torna culpado. No entanto, é fato também que o técnico gremista tem seu trabalho prejudicado com a falta de opções no banco.
A semana deve ser de cobranças e correria no Grêmio. Ezequiel Miralles já foi o primeiro contratado, mas devemos ter mais algumas novidades nos próximos dias. Isso pode ajudará a amenizar a pressão. Todavia, cobrança é inevitável. Agora o time de Renato obrigatoriamente terá de recuperar esses três pontos na Arena da Baixada, contra o Atlético Paranaense. Se perder, terei minhas dúvidas quanto à permanência do nosso técnico, por mais que seja estúpida a sua saída.
Grêmio atropela Santos e anuncia Miralles
A torcida gremista recebeu a grande primeira notícia após a eliminação da Libertadores e da perda do título Gaúcho. Na tarde deste sábado (21), o Grêmio anunciou oficialmente o atacante argentino Ezequiel Miralles, 27 anos, como mais novo contratado, superando assim a concorrência do Santos. Agora, a direção passa a ter outros dois desafios: seguir buscando reforços e antecipar a janela de transferência, que abre oficialmente em agosto.
De acordo com a imprensa chilena, Miralles vem para o Olímpico sob o custo de US$ 2,3 milhões com o contrato de três anos no Tricolor. Desde 2009, o argentino jogou 41 partidas e marcou 30 gols. Conquistou, em 2008, o Torneo de Apertura pelo Everton e, em 2009, o Torneo de Clausura pelo Colo Colo. O jogador teve grande destaque nesta Libertadores, principalmente contra o Santos.
Outra grande notícia do dia o anúncio de outro reforço, o lateral-direito Gabriel. O Grêmio conseguiu acertar com Panathinaikos a contratação definitiva do jogador, que agora tem vínculo de três anos. Também se especula que Marquinhos esteja acertado para ser opção de Douglas, assim como as negociações com Colo-Colo continuam, desta vez para trazer o meia-atacante Esteban Paredes. O clube ainda deve buscar um zagueiro, lateral-esquerdo e volante.
Avaliações pós-Gauchão

Foto: Ricardo Duarte / Agência RBS
Mesmo que fosse campeão gaúcho, o Grêmio precisaria de no mínimo seis contratações em condições de serem titulares para disputar pelo título do Campeonato Brasileiro. No entanto, o desastre que ocorreu no Olímpico na derrota por 3×2 para o Inter (5×4 nos pênaltis) e a perda de um dos Grenais fáceis dos últimos anos evita qualquer tipo de subterfúgio. É hora de mexer no time, caso contrário, entraremos na competição para ser mero coadjuvante.
O Grêmio mereceu perder o título gaúcho, mesmo com o pressionando, mostrando um futebol muito superior e aparentando o quanto o clássico estava fácil nos primeiros 25 minutos de bola rolando. Porém, o futebol também é eficiência e o Inter mereceu levar o título por isso. Afinal, não se perde gols em Grenal sem ser punido. E os jogadores gremistas perderam gols na frente de Renan que não poderiam perder em uma decisão, ainda em um clássico.
Tampouco podemos almejar um grande título com uma defesa tão vazada, já que o time de Renato levou nada menos do que 41 gols em 33 jogos. O mais preocupante disso é que a maior parte de nossos adversários nesta temporada é de Campeonato Gaúcho. Logo, podemos chegar à conclusão de que se Rafael Marques não serve para jogar no Grêmio, Rodolfo também não.
Aliás, Rodolfo novamente falhou no clássico, principalmente no gol de Leandro Damião. É um zagueiro baixo, que não sabe se posicionar e vem acumulando erros na passagem no Grêmio. O fato é que a zaga não evoluiu com ele, pelo contrário, o sistema defensivo piorou com a sua presença. O time de Renato precisa de uma reformulação na zaga, com a contratação de dois bons zagueiros ou apenas um, houver chance para Neuton se firmar.
No meio-campo, apenas questiono a presença de Adilson no time titular. Não duvido do seu gremismo, mas ainda é pouco para um time que almeja grandes conquistas e que já teve Dinho como grande marcador. O Alemão sabe marcar como poucos, mas é totalmente irregular quanto a passes, ora indo bem e ora indo muito mal, enquanto que é regular na finalização. Ou seja, é um péssimo finalizador.
Alguns podem dizer que pelo fato de Adilson ser volante o livra da obrigação de saber chutar a gol. Discordo totalmente, todo jogador precisa saber finalizar a gol quando tem a oportunidade. O volante gremista está há quatro anos no time do Grêmio e segue apresentando as mesmas deficiências.
Logo, está na hora de dar espaço para Fernando e Matheus Magro ou simplesmente o Departamento de Futebol deve sair à procura de outro jogador que possa ser um digno volante de contenção, mas que saiba executar fundamentos básicos. Adilson é jogador de banco de reservas, enquanto que William Magrão simplesmente não é jogador para o Grêmio.
No ataque, Lins provou ser jogador de Criciúma, ao perder uma chance clara de gol, quando poderia empatar a partida em 3×3 e dar a taça ao Grêmio. Em nenhum momento convenceu e se mostrou capaz de ser um jogador útil no Olímpico, isso apesar do gol no Grenal em Rivera. Portanto, pode arrumar as malas junto com Borges e Clementino. Como nem tudo é terra arrasada, Leandro segue como uma aposta no futuro e merece a titularidade. Já Viçosa é bom e jovem jogador e precisa ser trabalhado para evoluir.
A base do Grêmio não é de se jogar fora, pelo contrário. Gabriel e Mário Fernandes são grandes opções para lateral-direita; Douglas e Rochemback são os jogadores diferenciados em nosso meio-campo e Lúcio um jogador multifuncional. No entanto, Renato precisa de jogadores para preencher lacunas no time titular. Ou seja, a direção precisa lhe dar um centro-avante, um meio-campista, um volante, um lateral-esquerdo e dois zagueiros, todos em condições de serem titulares. Somente assim entraremos no Brasileirão com a pretensão de disputar o título.
[Pós-jogo] Gauchão’11: Entre nossos dedos
Não sei certo se hoje, agora, amanhã, depois de amanhã, ou sabe-se lá quando, é o dia perfeito e tranqüilo pra relatar o que houve na final do Campeonato Gaúcho, ainda mais vindo de uma gremista. Entretanto, o sentimento vai acabar falando por si.
Mais um vez, presenciamos mais um clássico irresistível. Uma partida com dribles, divididas, faltas, provocações, ou seja, um típico GREnal, onde a maior protagonista foi a emoção, sem dúvida nenhuma. Bola na trave, defesas, aquele ‘QUASE’… Porém, esse ‘QUASE’ ficou no Olímpico, com o time da casa. No tempo normal o co-irmão venceu pelo mesmo placar do domingo passado, 3 a 2. Foi nas cobranças de pênaltis que o time adversário acabou levando a taça, por 5 a 4.
O time estava bem escalado, em comparação a algumas partidas anteriores. Tivemos a volta de alguns titulares, como: Victor, Lúcio e Vilson. Com isso, criou-se um time capaz de mostrar-se superior e com velocidade. E de fato, foi assim o primeiro tempo. A partida foi bastante movimentada, com diversas possibilidades de gol para ambos os times. Mas foi o Grêmio que assumiu o controle da posse de bola e finalizou melhor. Mesmo com a vantagem do placar, o Grêmio saiu na frente com Lúcio, que balançou as redes logo aos 15 minutos iniciais. Consequentemente, o gol deu um novo ânimo aos jogadores. Viçosa foi um deles, que quase concluiu, mas Renan afastou para escanteio.
O alivio pode-se dizer que tomou conta do estádio inteiro. O Inter teria que fazer 3 gol…Mas como o futebol é uma caixinha de surpresas, o abalo veio logo. Leandro Damião empatou. O Grêmio tentou alguns contra-ataques, mas com essas tentativas, alguns erros ficaram evidentes e de fato o time adversário soube aproveitar. Andrezinho ampliou, praticamente livre perto da área.
O Inter que estava melhor no final do primeiro tempo, seguiu no mesmo embalo. A agonia que havia na arquibancada, já havia se tornado em coisa pior. Raiva, indignação, sabe se lá o nome do sentimento. 27 minutos veio o terror. Vilson foi atendido, devido a algumas dores que estava sentindo. Em meio a isso, o árbitro já havia autorizado a cobrança da lateral e a defesa do Grêmio desorganizada não esperava por tal ato, uma vez que o seu jogador ainda estava sendo atendido. Conclusão? Victor acabou tendo que ir pra cima de Zé Roberto e cavou o pênalti. Inter ampliou para o placar certeiro, 3 a 1. O título.
Rapidamente, Renato mudou o ataque. Lins e Borges entraram no lugar de Leandro e Viçosa. Houve uma reação. E foi Borges que gerou ela. De uma falha do goleiro Renan, o atacante aproveitou-se e balançou a rede e emocionalmente o torcedor. Com o placar de 3 a 2, a partida foi para os pênaltis.
Pênaltis, ainda mais numa final, é mais do que tortura. O torcedor reza, faz promessa, faz de tudo, mas quer ver o seu time sair campeão. Conosco não foi diferente. Douglas fez o primeiro, eles também. Willian Magrão foi parado por Renan, Victor também parou Damião. Rochemback ampliou, VIctor defendeu. Lúcio foi parado e Oscar fez. Lins concluiu e Bolatti igualou.
Rodolfo fez o sexto, Nei também. Chegou a hora do alemão, do Adilson. Errou e Victor não conseguiu defender a cobrança de Zé Roberto. Co-irmão saiu com a melhor.
Em busca da conquista
Temos mais um clássico pela frente e junto a ele, a conquista do Campeonato Gaúcho 2011 vem de anexo. Em função disso, após ambos os times terem sido eliminados da Copa Libertadores, o objetivo se voltou para o regional (antes pouco focado). O Grêmio está com a vantagem, uma vez que conseguiu uma vitória digna por 3 a 2 no Estádio Beira-Rio.
Para a partida, todos os jogadores foram convocados para a concentração. Todos, incluindo os lesionados e suspensos.
- Tudo pode acontecer. Todos estão concentrados. Qualquer um deles tem condição de começar. (…) Pode ter certeza que mistério ganha jogo sim. Mistério ajuda – explicou Renato.
Além de possuirmos a torcida a nosso favor, em meio a ela teremos a presença da comissão técnica de Mano Menezes. O objetivo de tais, é observar o potencial dos jogadores para que possam ser convocados para a Seleção Brasileira. O garoto Leandro e Douglas podem ser um dos atletas a ter foco os olheiros, em conseqüência de suas boas atuações dentro das quatro linhas.
Retornam de lesão Victor, Vilson, Rodolfo e Lúcio. A maior dúvida ainda segue: Grohe ou Victor? Até agora nenhuma pista foi descoberta e Renato segue no silêncio.
O time provável tem Victor; Mário Fernandes, Vilson, Rodolfo e Gilson; Fábio Rochemback, Adilson, Lúcio e Douglas; Leandro e Júnior Viçosa.
Victor volta, mas Grohe deve seguir para o Grenal

Foto: Montagem - Agência Estado / GloboEsporte.com
O goleiro Victor treinou normalmente com o resto grupo do Grêmio na tarde desta terça-feira, tornando-se assim uma excelente notícia para o torcedor gremista. O goleiro estava fora dos gramados desde a partida contra o Cruzeiro, ainda pelas semifinais da Taça Farroupilha. No entanto, tenho minhas sinceras dúvidas se é ideal que o camisa 1 já substitua Marcelo Grohe no Grenal 387, que vale o título do Campeonato Gaúcho 2011.
Não entra em campo a discussão de quem é o mais capacitado, naturalmente que Victor é fora de série e o melhor goleiro do Brasil. Todavia, ainda resta saber se ele estará 100% para disputar o Grenal. Caso contrário, não há razão de submeter o jogador, ainda sem condição física ideal, ao clássico, enquanto que Grohe vem realizando um grande trabalho e mostrando o quanto amadureceu no gol.
Grohe fez pelo menos duas grandes defesas no Beira-Rio e vem correspondendo às expectativas, sem ter culpa alguma pela eliminação na Libertadores. Logo, se Victor estiver pronto, ele será bem vindo ao clássico, mas caso contrário, temos outro bom goleiro para assumir tal responsabilidade em nos representar numa grande decisão.
Internacional não é parâmetro

Foto: Edu Andrade/Gazeta Press
Passada a euforia de vencer o rival na casa deles, hora de retornar à realidade. A uma semana de decidir o título Gaúcho, o Grêmio não pode deixar de trabalhar nas contratações de novos jogadores para a construção de um bom elenco e dispensa daqueles que pouco produzem, já visando o Campeonato Brasileiro. Afinal, o Internacional não pode servir de parâmetro comparado a outros times que entram no na competição nacional para disputar o título.
Conforme me manifestei anteriormente, Grêmio e Internacional têm limitações semelhantes. Enquanto sofremos com Gilson na lateral, eles aguentam o Nei. Nosso elenco pode ter Lins e Clementino, mas convenhamos, onde está a grande produtividade de Rafael Sóbis e Cavenaghi? William Magrão é um volante deficiente na marcação, mas Bolatti idem. A nossa zaga, que vive nos deixando em pânico nesta temporada, parecia quase perfeita se comparada à dupla Bolivar e Rodrigo.
O Grenal 386 serviu para mostrar que o Grêmio não tem um time ruim como alguns cronistas esportivos (e gremistas) acham, assim como comprovou que o Inter está longe de ser uma equipe de qualidade técnica acima da média. Mesmo assim, se pretendemos conquistar o Tricampeonato Brasileiro, não poderemos classificar o rival como referência, como se uma vitória sobre eles significasse que nossos problemas fossem sanados.
Naturalmente que o Grêmio mostrou que possui jogadores capazes de fazerem a diferença. Vilson deu mais segurança à zaga, Fernando é um jogador que deve seguir entre os titulares, enquanto que Rochamback é um monstro e Douglas o maestro. Já Marcelo Grohe é o goleiro reserva que todo time gostaria de ter, Escudero deu esperança de que pode render no meio-campo e Leandro provou novamente ser um guri ousado e habilidoso.
Mesmo assim, tornam-se necessárias as contratações de um lateral-esquerdo, dois atacantes (um deles centro-avante), um meia, um volante e um zagueiro mais estável. Temos time para vencer o Gauchão, talvez até sem grande drama, mas isso é pouco para o Grêmio. Precisamos de um plantel que possa suportar uma competição longa e de alto nível como o Campeonato Brasileiro. Por isso, nada de relaxar, a busca por reforços deve continuar no Olímpico.
Final no Olímpico em 2010 serve de lição para 2011

Grêmio sofreu susto do Inter em 2010, num cenário semelhante ao de 2011 0- Foto: Daniel Marenco / Agência RBS
A exemplo do que ocorreu em 2010, o Grêmio chega para a segunda partida da decisão do Gauchão com uma grande vantagem sobre o Internacional. No ano passado, o time, ainda comandado por Silas, saiu do Beira-Rio com a vantagem de 2×0 (gols de Borges e Rodrigo), situação semelhante com o ocorrido neste domingo, em que a equipe comandada por Renato Portaluppi venceu por 3×2 os jogadores de Paulo Roberto Falcão. Contudo, a decisão anterior serve de alerta para o duelo decisivo para o próximo domingo.
Na segunda final do Gauchão passado, o torcedor gremista esteve apreensivo durante os 90 minutos, principalmente após o gol de Giuliano. Bastava apenas mais um gol para o Internacional levar a decisão nos pênaltis. Caso ocorresse, o time colorado iria com a moral elevada, o que é essencial no momento das cobranças do tiro livre direto. Apesar do Grêmio ter erguido a taca no final, esse exemplo serve de alerta para mais um duelo decisivo no Olímpico.
Ainda assim, é bom saber que Renato já garantiu que o Grêmio não entrará em campo com regulamento de baixo dos braços. Por mais que o Tricolor esteja com uma mão na taça, o Internacional não está morto. O ideal é repetir o padrão de jogo apresentado no Beira-Rio, buscando sempre o ataque, tendo a posse de bola, mas sem se descuidar da defesa. Caso faça essa lição de casa, a taça do Gauchão não terá outro destino, senão o Memorial Hermínio Bittencourt.

O Beira-Rio foi testemunha de uma grande partida de futebol, talvez um dos melhores jogos da história recente do clássico Grenal. Porém, esse jogo será mais lembrado pelo torcedor gremista, devido à imensa superioridade demonstrada, principalmente no segundo tempo, do que pelo torcedor colorado. No embalo de Junior Viçosa e Leandro, a vitória por 3×2 apenas demonstra que o Tricolor não é tão ruim como alguns cronistas esportivos acham, assim como o Inter está muito longe de ser esse elenco estrelado como alguns afirmam.
Na verdade, Grêmio e Internacional são times parecidos e com suas deficiências. Tanto é verdade que a vitória no clássico não pode iludir quanto ao Campeonato Brasileiro. Se a zaga gremista é instável, Rodrigo e Bolivar são do mesmo naipe. Todos falam do Gilson no lado tricolor, mas Nei é uma mãe na lateral-direita colorada. Se o Grêmio tem problemas no ataque, o Inter só tem nomes, pois Rafael Sóbis e Cavenaghi nunca engrenaram neste ano. Logo, os dois times são parecidos, mas o que decidiram o Grenal 386 foi o emocional, com o time tendo uma postura mais calma e inteligente em campo, e as escolhas de Renato.

Viçosa empatou o placar para o Grêmio - Foto: Fernando Gomes / Agência RBS
O primeiro foi muito corrido, mas já se percebia que o Grêmio estava mais concentrado em atacar e não se intimar na casa do adversário. Apesar do gol de Andrezinho, logo aos oito minutos de bola rolando, pudesse ser um fator de desânimo, o time de Renato não abandonou a postura ofensiva. Apesar disso, o jogo chegou a ficar perigoso, pois o Grêmio desperdiçava as suas oportunidades e dava ao Inter a opção de matar a partida no contra-ataque.
Só Viçosa perdeu duas chances claras de gol, uma após jogada de Douglas e outra com Mário Fernandes. Somente na terceira chance, contudo, que o atacante balançou as redes, após cruzamento de Fábio Rochemback. O jogador cabeceou a bola e aproveitou-se da saída ruim de Renan. Enfim, o placar fazia justiça.

Leandro não apenas fez o gol, mas brincou com a defesa colorada, que por sua vez bateu no guri - Foto: Ricardo Duarte / Agência RBS
No segundo tempo, o Grêmio se aproveitou do cochilo do Inter logo após a bola rolar. Com apenas 38 segundo, Leandro tabela com Viçosa e vira o placar a favor do time de Renato. A partir daí, só deu Tricolor no Beira-Rio e o Inter demonstrou todo nervosismo. Para tentar mudar o cenário crítico, Falcão agiu ao sacar D’Alessandro e Rafael Sóbis para entrada de Oscar e Cavenaghi. Apesar do esforço do jovem meia colorado, o time de Renato seguiu superior ao de Falcão.
Ainda assim, o Grêmio perdeu chances de fazer o terceiro e foi punido por isso. Gilson cedeu um escanteio bobo, que posteriormente resultou em lançamento de Kleber para o segundo poste. Leandro Damião cabeceou para o gol e, Gilson (claro) fez um leve desviou que matou Grohe, assim empatando a partida em 2×2. Entretanto, o Grêmio fez 3×2 após Lúcio fazer belo lançamento para Viçosa, quase fora da área, desviar de cabeça e encobrir Renan. Pela terceira vez, o atacante gremista calava o Beira-Rio e novamente fazia justiça no placar, com o Tricolor vencendo a primeira final do Gauchão.

Pela terceira vez em uma semana, Viçosa calou a parte vermelha do Beira-Rio - Foto: Agência Estado
O Grenal 386 marcou a supremacia de Renato sobre Falcão. O técnico gremista acertou na escalação no 4-4-2, com Vilson dando mais segurança na zaga; Escudero, no meio, fazendo excelente partida no primeiro tempo; e a dupla Leandro (que fez toda defesa colorada dançar) e Viçosa decidindo o clássico. Também se torna necessário citar mais uma grandiosa atuação de Rochemback, que marcou e também criou. Ou seja, o volante é o coração do nosso meio-campo, enquanto que Douglas, que teve boa partida, o cérebro. Já Marcelo Grohe salvou o Grêmio em pelo menos duas oportunidades.
Não há como negar que o Grêmio já esteja com uma mão na taça, pois vai decidir o título gaúcho no Olímpico e pode até perder por 1×0 ou 2×1. No entanto, ainda é cedo para comemorar, pois restam 90 minutos. O Tricolor precisará de atenção máxima em casa para evitar uma surpresa desagradável. Mesmo assim, podemos afirmar que a equipe de Renato somente perde esse título para si mesma, pois não vejo tamanha superioridade no time de Falcão.
Apenas lamento a expulsão injusta de Escudero dada por Jean Pierre Lima em falta no Rodrigo. Era lance para apenas cartão amarelo, mas o árbitro interpretou que deveria dar o vermelho direto. Pena que ele não deu o mesmo critério ao Tinga, que fez várias faltas e ficou com apenas amarelo, a mesma punição dada a Bolivar, que não apenas fez a falta, como agrediu Leandro. Com isso, Renato não poderia usar Escudero no meio e Lúcio na lateral-esquerda para o próximo Grenal. Infelizmente, já não pode mais.












