Opinião de um palmeirense sobre Lucas Barrios

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Lucas Barrios é o atacante com melhor média de gols à disposição de Renato. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Contratado com pompas pelo Grêmio, o atacante Lucas Barrios carrega a esperança do torcedor gremista para ser o “fazedor de gols” prometido pela direção de futebol do presidente Romildo Bolzan para temporada 2017. Sem dúvida, o argentino naturalizado paraguaio tem peso, chega com mais experiência e média de gols melhor que os atacantes disponíveis ao técnico Renato Portaluppi (foram 196 gols em 448 jogos, dando uma média de 0,44 gol por partida). Em Terra de Jael, infelizmente lesionado por seis meses, Barrios tende a ser Rei.

No entanto, o entusiasmo pela contratação de Barrios não deve ser imune a ressalvas, mesmo porque o atacante teve altos e baixos no Palmeiras, antes de arrumar as malas e se mudar de São Paulo para Porto Alegre. Por essa razão, o Tribuna Gremista buscou a opinião do jornalista e sócio torcedor palmeirense Fábio Sales, espectador assíduo dos jogos do clube paulista no Allianz Parque. Segue abaixo o testemunho de quem acompanhou de perto a nova contratação gremista por um ano e meio.

Por Fábio Sales

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Foto: Cesar Greco/Agência Palmeiras

Contratado a peso de ouro para ser a estrela do time, Lucas Barrios chegou com pompas à Sociedade Esportiva Palmeiras. A equipe paulista precisava de um jogador experiente para ser o goleador nas competições nacionais do segundo semestre de 2015.  

Conhecido como La Pantera, desde os tempos de Argentinos Juniors, o atacante de 32 anos e 1,89m – natural de San Fernando, na Argentina, mas naturalizado paraguaio – chegou ao futebol brasileiro com o legado construído no Borussia Dortmund (Alemanha) – seu melhor momento na careira, ao marcar 50 gols em 83 jogos, entre 2009 a 2012, e a disputa da Copa do Mundo de 2010 com a seleção paraguaia. 

Porém, Barrios teve mais baixos do que altos e nunca conseguiu estabelecer uma sequência de partidas para se firmar como titular ao longo de uma temporada. Viveu de alguns lampejos. Sua melhor fase foi justamente quando chegou ao clube, após a disputa da Copa América, tendo papel fundamental na conquista da Copa do Brasil 2015.

Com o técnico Marcelo Oliveira, Barrios protagonizou momentos importantes, ao marcar o primeiro gol do jogo de volta contra o Cruzeiro, pelas oitavas de final, na vitória de 3 a 1, em pleno Mineirão, sendo decisivo nas semifinais contra o Fluminense, ao marcar os dois gols que levaram a decisão para as penalidades (vale lembrar que a equipe carioca foi a principal vítima do atacante – no dia 16 de setembro de 2015, pelo Campeonato Brasileiro, ele marcou um hat-trick, ao sair do banco de reservas e marcar o primeiro, o terceiro e o quarto gol da vitória do Verdão por 4 a 1.

Na fim, contra o Santos, Barrios também teve ótima atuação, ao dar assistência para Dudu inaugurar o placar, sendo escolhido o terceiro melhor jogador do Palmeiras na competição, atrás apenas do próprio Dudu e do goleiro Fernando Prass.

Barrios fechou 2015 com 5 gols no Brasileirão e 3 gols pela Copa do Brasil, totalizando 8 gols em 21 partidas, sendo 15 atuando como titular, com o seguinte retrospecto:  dez vitórias, três empates, oito derrotas.

O ano de 2016 tinha tudo para promissor. Porém, com a saída de Marcelo Oliveira e a chegada de Cuca, Barrios começou a perder espaço na formação inicial alviverde, mais pela condição física e algumas lesões do que pela capacidade técnica. Seria injusto culpar o treinador campeão brasileiro por preterir o “paraguaio”, uma vez que o mesmo nunca mais demonstrara condições de jogar uma partida inteira.

Fez apenas 1 gol pelo Brasileirão, 1 pela Copa Libertadores da América e 2 pelo Paulistão, totalizando apenas 4 gols durante toda a temporada em 22 jogos disputados. 

Com Eduardo Batista, Barrios também atuou poucas vezes em 2017. Mesmo com uma pré-temporada inteira para ficar em forma, o atacante amargou mais uma vez a reserva, ao perder espaço de vez com as chegadas de Keno, Willian e Borja. No entanto, nas poucas vezes que entrou em campo conseguiu deixou sua marca: no amistoso contra a Ponte Preta e, na quarta rodada do Paulistão, contra o Linense.

Mas o próprio já dava sinais de insatisfação com a reserva e aberto à possíveis negociações. Com a proposta do Tricolor Gaúcho e a garantia de ser titular, Barrios não pensou duas vezes. Abriu mão de dinheiro a receber do Palmeiras e da sua patrocinadora para assinar com o Grêmio e acertou a transferência, sendo liberado de disputar o clássico contra o Corinthians. 

Se avaliarmos o custo benefício da passagem de Barrios pelo Palmeiras, o retorno foi aquém do esperado para um jogador tão caro para os padrões brasileiros: atuou 45 vezes em praticamente um ano e meio e fez apenas 14 gols. Entre salário, luvas e valor da transferência, a Crefisa pagava mensalmente R$ 1 milhão ao atacante.

É compreensível a empolgação e a expectativa dos torcedores do Grêmio que enxergam em Barrios, aquele jogador que faltava para decidir em competições mais cascudas como a Copa Libertadores, tradição da equipe gaúcha em contar com centroavantes e goleadores natos na competição sul-americana como Tarciso e Jardel, apenas para citar dois ídolos do clube.

Em suma, Barrios é bom jogador. Tem habilidade para fazer o pivô, tabelar e finalizar… Se posiciona bem para o cabeceio. Resta saber se o fôlego e físico terão prazo de validade, assim como no Palmeiras. No mais, é inegável a importância do mesmo para a conquista do tri da Copa do Brasil e o respeito com a instituição, fato que se Barrios conseguir se manter em forma física e técnica, sem lesões, pode ser fundamental para a campanha do Grêmio na Libertadores. O futuro dirá!

Algumas estatísticas de Barrios nos últimos três anos:

Spartak Moscou (RUS) – de janeiro a agosto-2014: 8 jogos e 1 gol,  média de 0,12 gol/jogo

Montpellier (FRA) – de setembro-2014 a maio-2015: 33 jogos e 11 gols, média de 0,33 gol/jogo

Palmeiras (BRA) – de julho-2015 a fevereiro-2017: 45 jogos e 14 gols, média de  0,31 gol/jogo

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Venda de Walace aumenta a cobrança a Romildo por reforços

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Walace foi peça importante para a conquista do ouro olímpico e da Copa do Brasil. Foto: Reprodução/Instagram

A venda de Walace estava programada pela gestão do presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, desde o encerramento da temporada passada. Logo, a ida do volante ao Hamburgo não é novidade, aliás, é visto como alívio pelo Departamento de Futebol, pressionado por contratações de pesos para disputa da Copa Libertadores da América, mas ainda sem dinheiro em caixa para ousar no mercado. E com a saída desse atleta, campeão da Copa do Brasil e campeão olímpico pela Seleção Brasileira, pode apostar que a pressão pela vinda de um nome de peso será ainda maior.

A contratação do volante pelo Hamburgo dará retorno aproximadamente R$ 20 milhões aos cofres do Grêmio. É uma perda bastante sentida, pela qualidade técnica de Walace, uma das peças centrais às conquistas da Copa do Brasil e da medalha de ouro nas Olimpíadas do Rio de Janeiro no ano passado. Ao lado de Maicon, era o melhor volante do futebol gaúcho e um promissor atleta para o futebol europeu.

No entanto, o Grêmio já se estava preparado em uma eventual saída de Walace, já planejando a utilização maior de Jailson no time titular, contratando Michel e ainda tendo Ramiro ao setor. Portanto, ida do volante ao futebol europeu possivelmente causará um impacto menor do que seriam as vendas do atacante Luan e do zagueiro Pedro Geromel, esses atletas sim sem reposição à altura no elenco tricolor.

Com a transferência de Walace, o Grêmio tem obrigação de contratar um nome que chegue para ser titular no time do técnico Renato Portaluppi. Acho que Jadson é um bom nome no meio-campo, que precisa ter um parceiro e ao mesmo tempo uma alternativa ao Douglas. Se há um momento para ousar, esse momento é agora, faltando um pouco mais de um mês para a estreia do Tricolor para Libertadores.

A polêmica requentada da Fifa sobre os Mundiais Interclubes

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Confesso que não entendi a tamanha polêmica sobre o posicionamento da Fifa, agora presidida por Gianni Infantino, em não reconhecer oficialmente a Copa Intercontinental, de 1960 a 2004, e a Copa Rio, disputada em 1951, como Mundiais Interclubes. Primeiro porque não é uma postura nova da entidade, já que esse posicionamento também ocorria na gestão do ex-presidente Joseph Blatter. Segundo que não precisamos do reconhecimento da entidade, já que a história nos reconhece como Campeões Mundiais. E a Fifa não é maior que a história do futebol.

O futebol nasceu em 1863, a Fifa em 1904, é a entidade máxima do futebol, mas não a dona e nem criadora do futebol. O esporte não tem culpa se a dona Fifa passou de 1960 a 2004 sem realizar uma competição mundial de clubes. Logo, a lacuna foi preenchida, como deve ser sempre na falta de movimento de uma entidade que, na ocasião, ainda não enxergara motivos políticos e econômicos para bancar tal competição.

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Gianni Infantino (direita) apenas manteve o posicionamento do antecessor Joseph Blatter; ou seja, a nota foi nada mais que uma polêmica requentada. Fotos: Divulgação

A Fifa nada mais faz do que privilegiar as competições sob sua chancela e está claro o interesse político por trás disso e sempre foi assim. Tal postura não é novidade, por essa razão, achei desmesurada tal repercussão da nota. Claro que isso foi o suficiente para reacender os debates entre gremistas e colorados, além de corintianos com são-paulinos e palmeirenses e assim vai. No entanto, qualquer torcedor que não seja cego pelo clubismo sabe o quão essa discussão é fútil.

A respeito dos colorados, todos sabemos que se o Internacional, hipoteticamente, ganhasse a Copa Intercontinental em 1980 (quando foi vice-campeão da Copa Libertadores da América) e somado com o Mundial de Clubes da Fifa em 2006, o torcedor encheria o peito para dizer que seria Bicampeão Mundial, assim como fazem hoje os são-paulinos (tricampeões), os torcedores do Real Madrid (pentacampeões) e Milan (tetracampeões), por exemplo. Ou seja, a discussão se trata apenas de clubismo cego.

Aliás, o Grêmio ser Campeão do Mundo em 1983 pela Copa Intercontinental é um motivo de imenso orgulho. Somos campeões da mesma competição do Santos de Pelé, do Real Madrid de Di Stéfano e Puskás, Bayern Munich de Franz Beckenbauer, Ajax de Johan Cruijff, Flamengo de Zico, entre outros. O Grêmio está nesta lista, por meio de Renato Portaluppi. Logo, nós sim podemos ser Campeões do Mundo pela Copa Intercontinental e futuramente pelo Mundial de Clubes da Fifa, enquanto eles não podem mais.

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O Grêmio de Renato Portaluppi é Campeão do Mundo ao lado do Santos de Pelé (foto), do Real Madrid de Di Stéfano e Puskás, Bayern Munich de Franz Beckenbauer, Ajax de Johan Cruijff, Flamengo de Zico e outros. Foto: Divulgação

Sobre o argumento de que o mundo não se resume a dois continentes, vale frisar que em 1983, por exemplo, não tivemos campeões continentais na Ásia e nem na Oceania. Ou seja, não pode comparar a formulação de um torneio nos moldes de hoje com o contexto da Copa Intercontinental, por exemplo.

E antes do Mundial de Clubes da Fifa, existia a Copa Intercontinental, em caráter de Mundial Interclubes, jogado pelos campeões da Copa Libertadores da América e da Liga dos Campeões da Europa, os dois maiores continentes no futebol, até hoje detentores de todas as 20 edições de Copas do Mundo e todos mundiais entre clubes. E a Copa Intercontinental é reconhecida por ser Mundial por Boca Juniors, River Plate, Ajax, Manchester United, Real Madrid, Milan, Internazionale, Juventus e outros clubes (veja mais aqui).

Aliás, fico feliz que os colorados estejam em êxtase com tal notícia, já que eles precisam de alegria mesmo, pois hoje o Inter está no Campeonato Brasileiro da Série B e não consegue sequer vencer o modesto Tubarão em um amistoso. Isso explica o fato de se não atentarem ao detalhe da nota da Fifa, na qual reconhece o “caráter mundial” da Copa Intercontinental e da Copa Rio conquistada pelo Palmeiras.

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Rio Grande do Sul segue tendo dois Campeões Mundiais: o Grêmio pela Copa Intercontinental e o Inter pelo Mundial de Clubes da Fifa, nada mudou. Fotos: Divulgação

Portanto, nada muda com a nota, nem a postura rasa da Fifa, tampouco a história dos fatos. Para Fifa, o Grêmio pode não ser Campeão do Mundo, isso não me preocupa. Aliás, a entidade comandada por Gianni Infantino tem assuntos mais importantes a resolver, como acabar com a lama de corrupção dentro dela. Entretanto, para história, nós somos Campeões do Mundo.

E se um colorado vier falar algo a respeito, com intuito de desmerecer a nossa conquista, apenas agradeça a ele pelo fato do Inter dar ao Grêmio as faixas de “Campeão do Mundo”, em 26 de janeiro de 1984, no amistoso chamado “Grenal das Faixas” (clássico número 268), no qual o Grêmio venceu o Inter por 4 a 2 no Estádio Olímpico Monumental. Ou seja, o próprio Inter nos reconheceu como Campeões Mundiais e nada apagará essa história (veja as fotos abaixo).

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Beto da Silva é uma aposta certa do Grêmio

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O peruano Beto da Silva assina contrato de quatro anos com o Tricolor. Foto: Cristiano Oliveski/Grêmio FBPA

Não dá para afirmar com precisão se o atacante Beto da Silva dará certo no Grêmio, mas diferentemente de Jael, 28 anos, o peruano, 20, tem alto potencial de crescimento e pode ser lapidado para se tornar um grande atleta. Foi um achado do Departamento de Futebol, que trouxe um jogador jovem, muito provavelmente promissor e sob baixo custo aos cofres do clube. A contratação foi uma resposta a quem reclamava da falta de criatividade da direção na formação do elenco.

Beto da Silva já vestiu a camisa do Peru nos Sul-Americanos Sub-15, Sub-17 e Sub-20, da Copa América Centenário e pelas Eliminatórias para Copa do Mundo de 2018. Ele foi muito jovem ao PSV Eindhoven (Holanda) e jogou a temporada 2015/2016 no time B do clube holandês. Antes, o “delantero” foi campeão peruano pelo Sporting Cristal em 2014. Talvez tenha faltado paciência ao PSV em lapidá-lo, missão que agora cabe ao Grêmio por meio de contrato de quatro anos.

O peruano, que atua como segundo atacante, tem até aqui 40 jogos como profissional com nove gols feitos, assim lhe conferindo um aproveitamento de 0,23 gol por jogo. O índice é um melhor que Everton (0,16 G/J) e pouco abaixo de Luan (0,24 G/J) e Pedro Rocha (0,26 G/J). Nesse quesito, Miller Bolaños (0,32 G/J) e Jael (0,34 G/J) são os jogadores com os melhores aproveitamentos, embora esse não seja um critério absoluto, pois varia conforme o nível técnico das competições de cada atleta.

Apenas fico desconfiado como o técnico Renato Portaluppi pretende trabalhar o Beto da Silva. Isso porque na coletiva, o treinador fez questão de frisar que o peruano não foi indicado por ele, a exemplo das contratações anteriores, e sim veio diretamente da direção. Achei essa observação um tanto desnecessária e senti um tom do tipo “ele não é dos meus”. É uma análise apenas interpretativa, porém, Renato tem o costume de privilegiar “seus bruxos”.

Com Jael, Grêmio brinca com a paciência do torcedor

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Jael assina contrato de uma temporada na Arena. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

O torcedor busca entender as dificuldades da direção do Grêmio na contratação de um grande atacante, uma vez que o mercado está escasso de boas opções ofensivas que se encaixem na política de responsabilidade fiscal da gestão do presidente Romildo Bolzan. No entanto, é apostar no improvável recorrer ao mercado de Campeonato Brasileiro da Série B para montar o elenco visando uma temporada de Copa Libertadores da América.

Jael vem do Joinville, rebaixado para Série C ao fim da temporada passada. Fez 20 jogos pelo clube catarinense na Série B e marcou sete gols. No currículo, o novo atacante gremista contabiliza 257 jogos e 88 gols, o que lhe confere uma média de 0,34 gol por partida. É um aproveitamento, em números brutos, melhor que Pedro Rocha (0,26) e Everton (0,16), com a diferença de que Jael tem 28 anos e passou a maior parte da carreira jogando em divisões de menor nível técnico.

Antes de desembarcar novamente no Joinville, Jael vestiu 19 vezes a camisa do Chongqing Lifan, clube da Super Liga Chinesa, balançando as redes em três oportunidades. Por clubes grandes, passou pelo Flamengo em 2011, quando o Grêmio tinha investido na ideia de contratá-lo, porém, desistiu do negócio. Pelo clube da Gávea, foram 23 jogos e cinco gols. Em 2008, o atleta teve outra passagem discreta, desta vez pelo Atlético Mineiro, com 15 partidas e dois gols.

Talvez a melhor fase de Jael seja justamente sob o comando do técnico Renato Portaluppi, em 2010, pelo Bahia, por onde marcou 12 vezes em 24 partidas, ano em que disputou a Série B. Foi exatamente esse desempenho que fez Grêmio e Flamengo brigarem por ele no ano seguinte. Outra passagem destacada de Jael foi pelo próprio Joinville, na temporada 2014, na qual resultou no título da segunda divisão ao clube catarinense. O atacante fez 12 gols naquela edição.

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Jael foi campeão da Série B pelo Joinville em 2014. Foto: Assessoria JEC

Há quem diga que Jael seja indicação de Renato exatamente pelo trabalho conjunto no Bahia, mas a informação não é confirmada até o momento no Grêmio. Caso seja, avalio como um equívoco, pois cabe ao Departamento de Futebol ter filtragem aos pedidos da comissão técnica e avaliar se a solicitação atende às demandas técnicas exigidas pelo clube.

Logo, o jogador assina com o Grêmio por uma temporada para ser banco, sob desconfiança da torcida. Vale esperar pelo desempenho dele, porém, o nascimento da esperança, por uma contratação bem-sucedida, caberá ao atacante provar e não aos torcedores. É Jael que terá a missão de mostrar condições de se firmar em uma camisa pesada como a do Grêmio. Se o desempenho corresponder, o apoio das arquibancadas virá naturalmente.

Há especulações de que a vinda de Jael estaria ligada às tratativas pela renovação de Pedro Rocha, ao fato das carreiras de ambos estarem sob tutela do empresário Hamilton Bernard. Por ora, não se pode confirmar essa relação nas duas negociações, embora seja sim um negócio passível de questionamentos nesse sentido.

A contratação de Jael também não pode ser colocada no mesmo patamar de Michel e Léo Moura. O volante tem 26 anos, é uma aposta para quem sabe brigar por titularidade, após ser destaque pelo campeão Atlético Goianiense na Série B. Já o lateral-direito tem experiência, chega para ser reserva imediato de Edílson, e soma passagens por grandes clubes.

Na dificuldade de contratar um jogador digno de titularidade imediata, o Grêmio dá sinais de preocupação ao torcedor. Afinal, o clube quase fechou com o atacante Gabriel Fernández, até ele ser reprovado nos exames médicos – e precisará fazer cirurgia para reconstruir ligamento no joelho esquerdo. Também cogitou o atacante colombiano do Tolima, Angelo Rodríguez, de 27 anos, com uma média de 0,21 gol por partida – 106 jogos e 22 gols –, desempenho inferior a Pedro Rocha.

Grêmio é o maior ganhador de títulos no Sul do Brasil

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Qual clube tem mais títulos na dupla Grenal? Por volta e meia, gremistas e colorados discutem sobre quem é o maior ganhador de taças no Rio Grande do Sul. Numa contagem simples, bastaria acessar os sites de Grêmio e Internacional para esclarecer essa dúvida, porém, como os dois clubes têm diferentes critérios na contagem de títulos, torna-se mais desafiador estabelecer o vencedor nesse duelo. Entretanto, ainda sob critérios iguais, o Tricolor leva a melhor sobre o Colorado.

No site do Grêmio, são contabilizados 195 títulos, enquanto no Inter, sem apresentar número final na página, podem ser somados 109 conquistas. Entretanto, percebe-se que no lado gremista, consideram competições e premiações não levantadas pelo lado colorado, como o Torneio Inicio de Porto Alegre, a Taça Fernando Carvalho e Taça Piratini (primeiro turno do Campeonato Gaúcho) e outros. Por essa razão, uma análise simples, não era possível estabelecer um parâmetro justo.

Em parceria com o site Almanaque Esportivo, do colorado Alexandre Perin, o Tribuna Gremista fez o levantamento de qual dos dois clubes tem mais títulos na Região Sul do Brasil, sob os mesmos critérios adotados no site do Inter – desconsiderando, porém, a Copa FGF de ambos os lados, pela razão da qual explicaremos abaixo.

Dessa forma, o Grêmio levou a melhor, contabilizando 118 taças, ante a 105 do Inter. Foram considerados como critérios as competições oficiais, relevantes ou não, torneios internacionais amistosos e os torneios regionais e nacionais amistosos. Por outro lado, ficaram fora do levantamento taças que não eram competições, e sim apenas premiações dadas no dia do evento e competições cuja dupla Grenal usou times de bases, como a Copa FGF, por exemplo.

Sob tais critérios, vale ressaltar que o Grêmio tem vantagem quando separamos as conquistas por décadas; Desconsiderando a década de 1900 – uma vez que o Inter foi fundado em 1909 – e 2010 – pois a década ainda não acabou –, o Tricolor teve mais taças nas décadas de 1910, 1920, 1930, 1950, 1960, 1980 e 1990. O Inter, por sua vez, levou a melhor nas décadas de 1940, 1970 e 2000, como está com boa vantagem parcial na década de 2010, com oito taças coloradas perante uma gremista.

Por outro lado, o trunfo do Inter é considerar os torneios mais relevantes, o que o faz ter uma vantagem sobre o Grêmio. Englobando apenas Campeonato Gaúcho, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Recopa Sul-Americana, Copa Sul-Americana e Mundial Interclubes/Mundial de Clubes da Fifa, o Inter conta 54 taças, enquanto o Grêmio soma 48. Qual é a diferença? Justamente o Gauchão, ainda desdenhado por muitos gremistas. Hoje, o nosso rival tem nove taças estaduais a mais.

Claro que o torcedor gremista pode ter uma carta na manga, já que ouviu do colorado que o Grêmio estava 15 anos sem ganhar títulos, ignorando assim as conquistas do Gauchão em 2006, 2007 e 2010. Se desconsiderar o estadual e avaliar somente o Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Recopa Sul-Americana, Copa Sul-Americana e Mundial Interclubes/Mundial de Clubes da Fifa, o Grêmio passa a ter 12 títulos, perante 11 do rival. Entretanto, esse critério fica com os torcedores.

Abaixo, está os títulos da dupla Grenal separados ano a ano, década por década.


Década 1900 (não se considera, porque o Inter foi fundado em 1909)

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1903: Ano de Fundação do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense

1904: Torneio Wanderpreiss

1905*: Torneio Wanderpreiss

1905*: Torneio Wanderpreiss

1906: Torneio Wanderpreiss

1907: Torneio Wanderpreiss

1909: Ano de Fundação do Sport Club Internacional

1910: Torneio Wanderpreiss


Década 1910: Grêmio 8 x 7 Inter

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1911: Torneio Wanderpreiss

1911: Campeonato Citadino

1912: Torneio Wanderpreiss

1912: Campeonato Citadino

1912: Taça 12 de Abril

1913: Campeonato Citadino

1914**: Campeonato Citadino

1914**: Campeonato Citadino

1915**: Campeonato Citadino

1915**: Campeonato Citadino

1916: Campeonato Citadino

1917: Campeonato Citadino

1919: Campeonato Citadino

1920**: Campeonato Citadino

1920**: Campeonato Citadino


Década 1920: Grêmio 9 x 3 Inter

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1921: Campeonato Citadino

1921: Campeonato Gaúcho

1922: Campeonato Citadino

1922: Campeonato Citadino

1922: Campeonato Gaúcho

1923: Campeonato Citadino

1925: Campeonato Citadino

1926: Campeonato Citadino

1926: Campeonato Gaúcho

1927: Campeonato Citadino

1927: Campeonato Gaúcho

1930: Campeonato Citadino


Década 1930: Grêmio 11 x 5 Inter

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1931: Campeonato Citadino

1931: Campeonato Gaúcho

1932: Campeonato Citadino

1932: Campeonato Gaúcho

1933: Campeonato Citadino

1934: Campeonato Citadino

1934: Campeonato Gaúcho

1935: Campeonato Citadino

1935: Taça General Flores da Cunha (RS)

1936: Campeonato Citadino

1937: Campeonato Citadino

1938: Campeonato Citadino

1939: Campeonato Citadino

1940: Taça Columbia Pictures (PR)

1940: Campeonato Citadino

1940: Campeonato Gaúcho


Década 1940: Inter 16 x 7 Grêmio

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1941: Campeonato Citadino

1941: Campeonato Gaúcho

1942: Campeonato Citadino

1942: Campeonato Gaúcho

1943: Campeonato Citadino

1943: Campeonato Gaúcho

1944: Campeonato Citadino

1944: Campeonato Gaúcho

1945: Campeonato Citadino

1945: Campeonato Gaúcho

1946: Campeonato Citadino

1946: Campeonato Gaúcho

1947: Campeonato Citadino

1947: Campeonato Gaúcho

1948: Campeonato Citadino

1948: Campeonato Gaúcho

1949: Campeonato Citadino

1949: Campeonato Gaúcho

1949: Taça Correio do Povo (RS)

1949: Taça do Cinquentenário do Nacional/Troféu Sadrep (Uruguai)

1949: Copa El President de la Republica de Costa Rica (Costa Rica)

1950: Campeonato Citadino

1950: Campeonato Gaúcho


Década 1950: Grêmio 12 x 10 Inter

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1951: Campeonato Citadino

1951: Campeonato Gaúcho

1952: Campeonato Citadino

1952: Campeonato Gaúcho

1953: Campeonato Citadino

1953: Campeonato Gaúcho

1953: Campeão do Torneio Quadrangular Régis Pacheco (Bahia)

1954: Copa José Gonzalez Artigas (Equador)

1954: Campeão do Torneio de Inauguração do Estádio Olímpico (Taça Relógios Eska)

1955: Campeonato Citadino

1955: Campeonato Gaúcho

1956: Campeonato Citadino

1956: Campeonato Gaúcho

1957: Campeonato Citadino

1957: Campeonato Gaúcho

1958: Campeonato Citadino

1958: Campeonato Gaúcho

1959: Campeonato Citadino

1959: Campeonato Gaúcho

1960: Copa Tancredo Neves (MG)

1960: Campeonato Citadino

1960: Campeonato Gaúcho


Década 1960: Grêmio 13 x 3 Inter

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1961: Troféu Internacional de Atenas (Grécia)

1961: Campeonato Gaúcho

1962: Troféu Internacional de Salônica (Grécia)

1962: Campeonato Sul-Brasileiro/Taça da Legalidade

1962: Campeonato Gaúcho

1963: Campeonato Gaúcho

1964: Campeonato Gaúcho

1965: Campeonato Gaúcho

1966: Campeonato Gaúcho

1967: Campeonato Gaúcho

1968: Campeonato Gaúcho

1968: Taça Río de La Plata

1969: Campeonato Gaúcho

1970: Taça Petrobrás (DF)

1970: Troféu Domingos Garcia Filho/Torneio Interestadual de Goiânia

1970: Campeonato Gaúcho


Década 1970: Inter 14 x 8 Grêmio

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1971: Taça Presidente Médici (DF)

1971: Copa Internacional de Porto Alegre (Taça Prefeito Municipal)

1971: Taça do Atlântico (Torneio Sul-Americano de Clubes Tricolores)

1971: Campeonato Gaúcho

1972: Taça Cidade de Salvador

1972: Campeonato Citadino

1972: Campeonato Gaúcho

1973: Campeonato Gaúcho

1974: Campeonato Gaúcho

1975: Copa Constantino

1975: Campeonato Gaúcho

1975: Campeonato Brasileiro

1976: Campeonato Gaúcho

1976: Campeonato Brasileiro

1977: Campeonato Gaúcho

1978: Copa Governador do Estado

1978: Campeão do Torneio Viña del Mar (Chile)

1978: Campeonato Gaúcho

1979: Campeonato Gaúcho

1979: Troféu Ciudad de Rosário (Argentina)

1979: Campeonato Brasileiro

1980: Campeonato Gaúcho


Década de 1980: Grêmio 20 x 13 Inter

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1981: Troféu Torre del Vigia (Uruguai)

1981: Copa El Salvador del Mundo (El Salvador)

1981: Troféu Ciudad de Valladolid (Espanha)

1981: Campeonato Gaúcho

1981: Campeonato Brasileiro

1982: Campeão da Copa Joan Gamper (Espanha)

1982: Campeonato Gaúcho

1983: Troféu “CEL” (El Salvador)

1983: Copa Los Angeles (EUA)

1983: Campeão do Torneio Costa Del Sol (Espanha)

1983: Campeão do Torneio Costa Noroeste do Pacífico (Canadá)

1983: Campeonato Gaúcho

1983: Copa Libertadores da América

1983: Mundial Interclubes/Copa Intercontinental

1984: Campeão do Torneio Heleno Nunes.

1984: Campeão da Copa Kirin (Japão)

1984: Campeonato Gaúcho

1985: Troféu Palma de Mallorca (Espanha)

1985: Copa Rotterdam (Holanda)

1985: Campeonato Gaúcho

1986: Copa Phillips (Holanda)

1986: Campeonato Gaúcho

1987: Campeão da Taça Governador do Estado (Quadrangular de C. Grande)

1987: Campeão do 1º Torneio Internacional de Glasgow (Escócia)

1987: Torneio da Cidade de Vigo (Espanha)

1987: Copa Phillips (Holanda)

1987: Campeonato Gaúcho

1988: Campeonato Gaúcho

1989: Campeão do Torneio de Ceuta (Espanha)

1989: Campeonato Gaúcho

1989: Copa do Brasil

1990: Campeonato Gaúcho

1990: Supercopa do Brasil


Década de 1990: Grêmio 16 x 11 Inter

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1991: Copa Governador do Estado

1991: Copa Marlboro

1991: Campeonato Gaúcho

1992: Copa Wako Denki (Japão)

1992: Campeonato Gaúcho

1992: Copa do Brasil

1993: Campeonato Gaúcho

1994: Copa Sumitomo Bank (Japão)

1994: Campeão do Torneio 25 Anos do Beira-Rio

1994: Campeonato Gaúcho

1994: Copa do Brasil

1995: Sanwa Bank Cup/Copa da Amizade Brasil-Japão (Japão)

1995: Campeonato Gaúcho

1995: Copa Libertadores da América

1996: Torneio Mercosul

1996: Copa Renner (Torneio Internacional de Verão)

1996: Troféu Agrupación Peñas Valencianas (Espanha)

1996: Campeonato Gaúcho

1996: Recopa Sul-Americana

1996: Campeonato Brasileiro

1997: Troféu Colombino (Espanha)

1997: Campeonato Gaúcho

1997: Copa do Brasil

1998: Taça Hang Ching (China)

1998: Copa Ano Novo 98 – Pepsi Cola (China)

1999: Campeonato Gaúcho

1999: Copa Sul


Década de 2000: Inter 15 x 7 Grêmio

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2001: Torneio Viña Del Mar-Chile (Chile)

2001: Campeonato Gaúcho

2001: Copa do Brasil

2002: Campeonato Gaúcho

2003: Campeonato Gaúcho

2004: Campeonato Gaúcho

2005: Campeonato Brasileiro Série B

2005: Campeonato Gaúcho

2006: Campeonato Gaúcho

2006: Copa Libertadores da América

2006: Mundial de Clubes da Fifa

2007: Campeonato Gaúcho

2007: Recopa Sul-Americana

2008: Dubai Cup (Emirados Árabes Unidos)

2008: Campeonato Gaúcho

2008: Copa Sul-Americana

2009: Copa Suruga Bank

2009: Campeonato Gaúcho

2010: Troféu Fronteira da Paz (Uruguai)

2010: Troféu Fronteira da Paz (Uruguai)

2010: Campeonato Gaúcho

2010: Copa Libertadores da América

Década de 2010: Inter 8×1 Grêmio (vantagem parcial)

2011: Recopa Sul-Americana

2011: Campeonato Gaúcho

2012: Campeonato Gaúcho

2013: Campeonato Gaúcho

2014: Campeonato Gaúcho

2015: Campeonato Gaúcho

2016: Campeonato Gaúcho

2016: Recopa Gaúcha

2016: Copa do Brasil


Grêmio: 118 títulos

Internacional: 105 títulos


* Em 1905, a Torneio Wanderpreiss teve duas edições semestrais

** Em 1913, Grêmio saiu da Liga LPAF e fundou a AFPA. Por causa disso, por alguns anos tivemos duas ligas na Região Metropolitana. Em 1914,1915, 1920 e 1922 Grêmio e Internacional ganharam o Citadino na mesma temporada. Isso ocorreu algumas vezes nos anos subsequentes, mas sem afetar as conquistas da Dupla Gre-Nal.


Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense

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Critérios:

Todas as competições oficiais, relevantes ou não

– Todos os torneios internacionais amistosos

– Todos os torneios nacionais amistosos

– Desconsiderar taças que não eram competições, apenas premiações dadas no dia do evento

Desconsiderar taças cuja dupla Grenal usou times de base, como a Copa FGF, por exemplo

OFICIAIS

Títulos Internacionais: 4

1983 – Copa Libertadores da América

1983 – Mundial Interclubes / Copa Intercontinental

1995 – Copa Libertadores da América

1996 – Recopa Sul-Americana

Títulos Nacionais: 9

1981 – Campeonato Brasileiro

1989 – Copa do Brasil

1994 – Copa do Brasil

1996 – Campeonato Brasileiro

1997 – Copa do Brasil

2001 – Copa do Brasil

2016 – Copa do Brasil

1990 – Supercopa do Brasil

2005 – Série B

Títulos Regionais: 1

1999 – Copa Sul

Títulos Estaduais: 36

Campeonato Gaúcho (36): 1921, 1922, 1926, 1931, 1932, 1946, 1949, 1956, 1957, 1958, 1959, 1960, 1962, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1977, 1979, 1980, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1990, 1993, 1995, 1996, 1999, 2001, 2006, 2007 e 2010

Títulos Metropolitanos (26)

Campeonato Citadino (26): 1911, 1912, 1914, 1915, 1919, 1920, 1921, 1922, 1923, 1925, 1926, 1930, 1931, 1932, 1933, 1935, 1937, 1938, 1939, 1946, 1949, 1956, 1957, 1958, 1959 e 1960

TORNEIOS AMISTOSOS

Torneios locais e nacionais: 16

Torneio Wanderpreiss (8): 1904, 1905*, 1905*, 1906, 1907, 1910, 1911 e 1912

1935 – Taça General Flores da Cunha (RS)

1940 – Taça Columbia Pictures (PR)

1949 – Taça Correio do Povo (RS)

1960 – Copa Tancredo Neves (MG)

1962 – Campeonato Sul-Brasileiro/Taça da Legalidade

1970 – Taça Petrobrás (DF)

1970 – Troféu Domingos Garcia Filho/Torneio Interestadual de Goiânia

1971 – Taça Presidente Médici (DF)

Torneios Internacionais: 26 títulos

1949 – Taça do Cinquentenário do Nacional/Troféu Sadrep (Uruguai)

1949 – Copa El President de la Republica de Costa Rica (Costa Rica)

1954 – Copa José Gonzalez Artigas (Equador)

1961 – Troféu Internacional de Atenas (Grécia)

1962 – Troféu Internacional de Salônica (Grécia)

1968 – Taça Río de La Plata

1971 – Copa Internacional de Porto Alegre (Taça Prefeito Municipal)

1971 – Taça do Atlântico (Torneio Sul-Americano de Clubes Tricolores)

1972 – Taça Cidade de Salvador

1979 – Troféu Ciudad de Rosário (Argentina)

1981 – Troféu Torre del Vigia (Uruguai)

1981 – Copa El Salvador del Mundo (El Salvador)

1981 – Troféu Ciudad de Valladolid (Espanha)

1983 – Troféu “CEL” (El Salvador)

1983 – Copa Los Angeles (EUA)

1985 – Troféu Palma de Mallorca (Espanha)

1985 – Copa Rotterdam (Holanda)

1986 – Copa Phillips (Holanda)

1987 – Bicampeão da Copa Phillips (Suíça)

1995 – Sanwa Bank Cup/Copa da Amizade Brasil-Japão (Japão)

1996 – Copa Renner (Torneio Internacional de Verão)

1996 – Troféu Agrupación Peñas Valencianas (Espanha)

1997 – Troféu Colombino (Espanha)

1998 – Taça Hang Ching (China)

1998 – Copa Ano Novo 98 – Pepsi Cola (China)

2010 – Troféu Fronteira da Paz (Uruguai)

Total: 118 títulos


Sport Club Internacional

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Critérios:

Todas as competições oficiais, relevantes ou não

– Todos os torneios internacionais amistosos

– Todos os torneios nacionais amistosos

– Desconsiderar taças que não eram competições, apenas premiações dadas no dia do evento

Desconsiderar taças cuja dupla Grenal usou times de base, como a Copa FGF, por exemplo

OFICIAIS

Títulos Internacionais: 7

2006 – Copa Libertadores da América

2006 – Mundial de Clubes Fifa

2007 – Recopa Sul-Americana

2008 – Copa Sul-Americana

2009 – Copa Suruga Bank

2010 – Copa Libertadores da América

2011 – Recopa Sul-Americana

Títulos Nacionais: 4

1975 – Campeonato Brasileiro

1976 – Campeonato Brasileiro

1979 – Campeonato Brasileiro

1992 – Copa do Brasil

Títulos Regionais: 1

1984 – Campeão do Torneio Heleno Nunes

Títulos Estaduais: 46

Campeonato Gaúcho (45): 1927, 1934, 1940, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 1947, 1948, 1950, 1951, 1952, 1953, 1955, 1961, 1969, 1970, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975, 1976, 1978, 1981, 1982, 1983, 1984, 1991, 1992, 1994, 1997, 2002, 2003, 2004, 2005, 2008, 2009, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016.

2016 – Recopa Gaúcha

Títulos Metropolitanos: 24

Campeonato Citadino (24): 1913, 1914, 1915, 1916, 1917, 1920, 1922, 1927, 1934, 1936, 1940, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 1947, 1948, 1950, 1951, 1952, 1953, 1955 e 1972.

TORNEIOS AMISTOSOS

Torneios nacionais: 7

1912 – Taça 12 de Abril

1953 – Campeão do Torneio Quadrangular Régis Pacheco (Bahia)

1954 – Campeão do Torneio de Inauguração do Estádio Olímpico (Taça Relógios Eska)

1975 – Copa Constantino

1978 – Copa Governador do Estado

1987 – Campeão da Taça Governador do Estado (Quadrangular de C. Grande)

1991 – Copa Governador do Estado

Torneios Internacionais: 16

1978 – Campeão do Torneio Viña del Mar (Chile)

1982 – Campeão da Copa Joan Gamper (Espanha)

1983 – Campeão do Torneio Costa Del Sol (Espanha)

1983 – Campeão do Torneio Costa Noroeste do Pacífico (Canadá)

1984 – Campeão da Copa Kirin (Japão)

1987 – Campeão do 1º Torneio Internacional de Glasgow (Escócia)

1987 – Torneio da Cidade de Vigo (Espanha)

1989 – Campeão do Torneio de Ceuta (Espanha)

1991 – Copa Marlboro

1992 – Copa Wako Denki (Japão)

1994 – Copa Sumitomo Bank (Japão)

1994 – Campeão do Torneio 25 Anos do Beira-Rio

1996 – Campeão do Torneio Mercosul

2001 – Bicampeão do Torneio Viña Del Mar-Chile(Chile)

2008 – Dubai Cup (Emirados Árabes Unidos)

2010 – Troféu Fronteira da Paz (Uruguai)

Total: 105 títulos

O Grêmio acerta e erra no caso Gabriel Fernández

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Gabriel Fernández não passa por exames médicos e Grêmio desiste de atleta. Foto: El País

O começo de temporada do Grêmio começa somando mais imprevistos do que certezas. Depois da reviravolta sobre o atacante Kayke e ainda o cancelamento da Copa dos Campeones que seria realizada na Arena entre os dias 21 e 27 de janeiro, agora foi a vez “delantero” Gabriel Fernández ser mais uma surpresa negativa. O uruguaio não passou nos exames médicos, fazendo com que o Tricolor publicasse nota oficial desistindo do jogador.

Por mais que o Grêmio não tenha culpa sobre a mudança repentina da postura de Kayke, que possivelmente com uma proposta do Santos, exigira um valor previamente não combinado na Arena, e tampouco pelo cancelamento da Copa dos Campeones – abordarei o tema mais abaixo –, o caso Gabriel Fernández não deixa de ser mais um desgaste à gestão do presidente Romildo Bolzan neste começo de 2017.

O Grêmio acertou sim em desistir da contratação do atacante uruguaio, ao constatar a iminência de uma nova e grave lesão. Numa temporada de Copa Libertadores da América, em um ano de afirmação após o título da Copa do Brasil e no qual teremos concentração de competições no segundo semestre – Libertadores, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, Primeira Liga e possivelmente o Mundial de Clubes da Fifa –, precisamos contar com todas as peças do elenco. Portanto, jogador sem condições físicas para encarar essa maratona atrapalha todo um planejamento e se torna um investimento de alto risco.

Entretanto, elogiar a prudência do Grêmio não significa deixar de fazer ponderações sobre o caso. Era mesmo necessário Gabriel Fernández desembarcar no Aeroporto Salgado Filho, ser recebido por torcedores, repórteres e câmeras para em seguida constatar que ele não tinha condições físicas ideais de vestir a camisa tricolor? Não seria possível o clube enviar um médico ao Uruguai e lá fazer os exames necessários e encaminhá-los ao Departamento de Futebol?

A desistência sobre Gabriel Fernández ocorreu no mesmo dia do anúncio de cancelamento da Copa dos Campeones, que reuniria o Peñarol, Nacional (ambos do Uruguai) e o Olímpia (Paraguai), todos campeões da Libertadores. O Grêmio não tem culpa alguma da mudança de planos, pois apenas cedera a Arena para realização da competição e o motivo real foi a saída de um patrocinador. No entanto, é um desgaste, pois embora esteja longe de ser um terremoto, soma-se mais um ponto fora de curva no planejamento tricolor para 2017.

Apesar dos imprevistos, é necessário segurar a corneta em relação ao Grêmio, pois ainda matemos a base campeã da Copa do Brasil e estamos reforçando o elenco. Ainda falta, claro, um jogador de ponta que chegue à Arena com a certeza da titularidade, mas a diretoria com toda certeza trabalha para preencher essa lacuna. Houve erros sobre Gabriel Fernández, espera-se que o clube aprenda com esse percalço, mas agora é seguir em frente para temporada 2017.