Problema do Grêmio não passa pela casamata

Felipão teve grandes méritos no título palmeirense na Copa do Brasil, mas não pode ser considerado solução mágica no Olímpico – Foto: Leonardo Soares/UOL

A exemplo da Copa do Brasil de 2010, quando eliminado pelo o Santos nas semifinais, novamente o Grêmio observa a festa do adversário em 2012, com a consagração do Palmeiras do técnico Luiz Felipe Scolari. A conquista alviverde aumenta ainda mais a pressão sobre o Tricolor, que entre os grandes clubes brasileiros, segue agora no grupo de Botafogo e Atlético Mineiro como os detentores dos maiores períodos sem uma grande taça. Somado a isso, a figura do ex-comandante da casamata gremista cria um saudosismo por parte da torcida, muito embora o fato do Olímpico estar há 11 anos sem festa não passe a poucos metros dos gramados, e sim na gestão.

Até por essa razão, não pretendo endeusar Felipão por mais essa conquista, mesmo que seu grande mérito, ao longo da competição, seja recuperar a confiança do Palmeiras, reconhecendo as limitações do elenco, obrigando-o a armar a equipe de forma precavida e objetiva. Contudo, sigo achando o ex-técnico gremista ultrapassado quanto à manutenção de padrão tático no decorrer da temporada, assim como ainda vejo a sua segunda passagem no Palestra Itália manchada por diversas divergências com jogadores, como a diante de Kleber, muito por culpa do técnico também na forma de tratar os comandados perante a imprensa.

Naturalmente, não pretendo aqui desmerecer a conquista do Felipão, apenas pretendo deixar claro que o problema do Grêmio não é a casamata. Isso porque falta ao clube um padrão de gestão, continuidade na transição de quem sai e quem entra no comando do Conselho Administrativo. O Tricolor hoje é um navio sem rumo. Afinal, os times são formados pensando apenas na atual administração e não na seguir. Logo, temos um cenário ideal para troca de farpas entre situacionistas e oposicionistas no Conselho Deliberativo e através da imprensa gaúcha, sem algum planejamento de médio e longo prazo na equipe profissional e, hoje, nas categorias de base.

Então, este blogueiro sugere: não tratem Luiz Felipe Scolari como solução mágica no Olímpico, pois ele não se enquadra nesse tipo de perfil. Prefiro apenas dar os parabéns a ele e ao Palmeiras por esse importante e merecido título. Quanto ao Grêmio, o meu foco está para setembro ou outubro, na votação do novo presidente do clube, quando os torcedores terão a responsabilidade de cobrar dos postulantes um projeto de reestruturação interna.

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