Copa do Brasil’16: Grêmio domina Cruzeiro, vence bonito e quebra primeiro tabu

30589567465_a0edec58f0_z

Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Se o Grêmio levantará a taça de campeão da Copa do Brasil no dia 30 de novembro, ainda não podemos cravar. Mas é possível sentir o cheiro do Penta cada vez mais forte. O time de Renato Portaluppi – ausente da casamata por suspensão – jogou ao estilo de Roger em seus melhores momentos: com inteligência, sistema defensivo sólido e atacando com eficiência por meio de troca de passes com qualidade. Dessa forma, o Grêmio venceu o Cruzeiro por 2 a 0 em um Mineirão de 53 mil pessoas, nesta quarta-feira (26), pela partida de ida da Copa do Brasil.

Enfrentando um péssimo retrospecto diante do Cruzeiro no Mineirão, onde não vencia o adversário desde 1998, o Grêmio fez exatamente o que manda a receita para triunfar sobre os mandantes. Em vez de insistir na tática de jogar recuado em um campo de dimensões grandes, como é o palco mineiro, o Tricolor praticou o futebol moderno para situações como essa: troca de passes de forma inteligente, mantendo a posse de bola, sistema defensivo sólido protegendo o goleiro de chutes de curta distância, e criando oportunidades de gol por meio do espaços deixados pelo rival.

A vitória do Grêmio é maiúscula, sem considerações, questionamentos e reclamações. É bem verdade que o Cruzeiro nos deu muito espaço, teve uma noite infeliz, mas é mérito se aproveitar das falhas do adversário, isso é o futebol. Se a Raposa não jogou bem, o Tricolor teve uma atuação em que anulou e impediu que o Arrascaeta, Rafael Sóbis e Ábila fizessem a diferença. Por outro lado, Luan e Douglas desequilibraram a favor do time tricolor, somado a todo um coletivo que funcionava perfeitamente, exceto por alguns vacilos isolados do Edílson.

30590433445_0551ab640e_z

Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

O primeiro gol do Grêmio nasceu exatamente o que se prega no futebol atual: foram 23 toques de bola até Luan fazer um golaço, encobrindo o goleiro Rafael, aos 19 minutos do primeiro tempo. O grande mérito, porém, vem a seguir: em vez de recuar para segurar o resultado, o time seguiu marcando forte no meio-campo, impedia que a equipe cruzeirense ficasse cara a cara com Marcelo Grohe e seguiu atacando os anfitriões por meio de contragolpes perigosos, assim aumentando o nervosismo do adversário e de sua torcida. Esse é o espírito para se ganhar um mata-mata.

Aliás, em um momento de desorganização defensiva do Cruzeiro, o Grêmio enfim cometeu o crime no Mineirão, aos 16 minutos do segundo tempo, em um grande passe de Ramiro para Douglas, que com pé direito chutou cruzado para as redes de Rafael. Finalmente, 2 a 0, que poderia ser 3 a 0, se o Tricolor forçasse mais. No entanto, o placar estava de bom tamanho, somado ao fato dos comandados de Renato não se sentirem ameaçados pelos donos da casa nem mesmo no fim da partida.

Mais uma vez vale destacar o sistema defensivo consolidado com Pedro Geromel e Kannemann, uma dupla de zaga que há tempos não víamos. Enfim, o Grêmio do Mineirão é um time pronto para ser campeão. No entanto, para no fim levantar a taça, é preciso manter esse foco, essa qualidade e essa vontade de quebrar tabus. O primeiro tabu foi quebrado: voltamos a vencer o Cruzeiro no Mineirão desde 1998. O segundo tabu é a meta da próxima semana: eliminar os cruzeirenses pela primeira vez num mata-mata. E assim, no fim, lutaremos para acabar com esse jejum de 15 anos. Afinal, time campeão não teme tabus, apenas os quebra.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s