Copa do Brasil’16: Grêmio segura o Cruzeiro e chega à final com toda justiça

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Após vencer por 2 a 0 em Minas Gerais, o Grêmio garante o empate na Arena e chega à oitava final de Copa do Brasil. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FPBA

Depois de 15 anos, o Grêmio retorna à final da Copa do Brasil com todos os méritos e justiça, após garantir o 0 a 0 contra o Cruzeiro na Arena, na segunda partida da semifinal disputada nesta quarta-feira (02). Apesar da vantagem gremista de 2 a 0 obtida no Mineirão há uma semana, o jogo teve momentos de nervosismo e pressão cruzeirense. No entanto, o Tricolor controlou o duelo na maior parte do tempo, teve mais uma vez disciplina tática e uma atuação segura da dupla de zaga Pedro Geromel e Kannemann.

Primeiro tempo

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Defesa do Grêmio novamente anula o Cruzeiro e faz adversário passar em branco nos dois jogos. Foto: Lucas Uebel/GrêmioFPBA

O primeiro tempo foi nervoso para torcida gremista, uma vez que estava clara a intenção do Cruzeiro de encerrar os primeiros 45 minutos com pelo menos um gol de vantagem. Mano Menezes decidiu apostar em Lucas Romero de lateral-direita e William em vez de Ábila, para dar maior velocidade à equipe sem perder a consistência no setor defensivo, por meio de duas linhas de quatro. E funcionou. A Raposa não deu espaço ao Grêmio na etapa inicial.

A equipe mineira foi ligeiramente superior ao Grêmio, com marcação em cima de Douglas e Luan, assim dificultando o toque de bola da equipe de Renato Portaluppi. Mesmo com um sistema visando o contragolpe, o Cruzeiro foi para cima sem precisar desse recurso, tendo maior presença no setor ofensivo. No entanto, pesa aí a força do setor defensivo do Tricolor, que impediu chances claras para Raposa, sem dar a ela uma única oportunidade de finalizar dentro da área de Marcelo Grohe.

Dessa forma, o Cruzeiro somente assustou com chutes fora da área. O primeiro veio aos pés de Robinho aos 13 minutos, com defesa de Grohe em dois tempos. O lance mais perigoso a favor dos mineiros ocorreu aos 22, com arremate também de longa distância de Ariel Cabral, mas para nossa sorte, essa bola desviou no travessão e foi à linha de fundo. A melhor chance do Grêmio ocorreu aos 16, quando Luan deu bom passe por cima para Marcelo Oliveira, que, dentro da área, bateu para o gol, porém, a bola subiu demais.

Segundo tempo

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Com mais espaço no segundo tempo, Douglas e Luan cresceram no segundo tempo. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FPBA

Na volta para o segundo tempo, o Grêmio tinha a seu favor o tempo e o fôlego. Afinal, o Cruzeiro não conseguiria manter por mais 45 minutos a forte marcação da etapa inicial, pois isso exige grande preparo físico. Com isso, os espaços surgiriam naturalmente. E foi o que exatamente ocorreu, dando assim um jogo mais franco e aberto na Arena, embora ambas as equipes não se abdicassem de impedir a articulação de jogadas do adversário.

O primeiro lance de perigo da etapa final foi do Cruzeiro, aos seis minutos, em contragolpe puxado por Robinho. O jogador passou para Alisson, que entra na área e chuta colocado, exigindo uma defesa na ponta dos dedos de Grohe. A resposta do Grêmio veio no minuto seguinte, também em contra-ataque, com Luan passando para Pedro Rocha, que se livrou de Romero e ficou cara a cara do goleiro Rafael. Contudo, o arqueiro cruzeirense tirou a bola também na ponta dos dedos. No lance seguinte, Douglas quase fez um gol olímpico.

Com mais espaço, Luan e Douglas apareceram mais na partida. Aos 18 minutos, Everton – entrou no lugar de Pedro Rocha – fez boa jogada individual, se livrou dos marcadores e passou para Luan. O camisa 7 fez uma boa assistência para Ramiro, no lado direito, que chutou forte, mas Rafael novamente impediu o gol gremista. Um minuto depois, Douglas cruza para área e Geromel quase abriu o placar de cabeça.

Erros da arbitragem

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Grande parte do tempo gasto por Mano Menezes à beira do campo foi para pressionar a arbitragem. Foto: Rodrigo Rodrigues/Lightpress/Site Oficial do Cruzeiro

Da casamata, Mano Menezes com toda certeza preparava a artilharia para entrevista coletiva contra o trio de arbitragem a fim de criar uma nuvem de fumaça em torno da eliminação. Talvez não tenha feito isso após dois erros prejudicarem o Grêmio. O primeiro foi um pênalti claro sobre Ramiro não marcado. E, o segundo, ainda mais evidente, com a anulação de um gol legal de Luan por impedimento. Ou seja, o Tricolor poderia perfeitamente sair da Arena com uma vitoria de 1 a 0. Entretanto, a festa pela classificação à final da Copa do Brasil praticamente colocou por debaixo dos panos esses erros.

Outra semifinal

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Enquanto a bola rolava na Arena, o Atlético Mineiro garantia a sua vaga para final sobre o Internacional, com gol de Lucas Pratto. Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG

Na Arena Independência, em Belo Horizonte, Atlético Mineiro e Internacional faziam a outra semifinal, após vitória dos mineiros por 2 a 1 no Beira-Rio na semana passada. O jogo foi emocionante e com quatro gols, com direito ao Anderson sendo destaque colorado e Victor cometendo uma falha terrível no segundo gol do nosso tradicional rival. Mas de novo a individualidade ofensiva do Galo pesou, com Lucas Pratto empatando o jogo por 2 a 2, definindo assim a final da Copa do Brasil.

Duelo de Titãs

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Grêmio e Cruzeiro são os dois clubes mais tradicionais da Copa do Brasil, somando ambos oito títulos. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FPBA

Vale ressaltar que Grêmio e Cruzeiro são os dois maiores vencedores da Copa do Brasil, com quatro títulos cada. São 23 participações do Tricolor das 27 edições do torneio, contra 20 dos mineiros. Sete finais do clube gremista contra seis dos cruzeirenses. O duelo da semifinal serviu para decidir qual dos dois brigaria para ser o primeiro Pentacampeão da Copa do Brasil. E deu Grêmio, que foi o primeiro campeão, bicampeão, tricampeão e tetracampeão da competição.

Motivo para acreditar

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Renato foi duas vezes campeão da Copa do Brasil: como jogador em 1990 pelo Flamengo e como técnico em 2007 pelo Fluminense. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FPBA

O Grêmio já iludiu bastante os torcedores nesse jejum de 15 anos de grandes títulos, por essa razão, custa a acreditar a oportunidade de retomar a conquista de uma grande taça. Mas esse time do Renato, que tem como herança o sistema defensivo do ex-técnico Roger, dá motivos para crer que podemos sim gritar “É CAMPEÃO” no dia 30. A equipe tem um sistema defensivo sólido e valores individuais em ascensão na hora H no setor ofensivo, como Luan e Douglas. A equipe cresceu quando mais se precisava, está com futebol consistente e, portanto, credenciado para brigar pelo título.

Arena lotada

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Pela terceira vez, a torcida gremista quebrou a barreira dos 50 mil torcedores na Arena, todas em 2016. Foto: Grêmio FPBA

A Arena de novo deu um verdadeiro show, com 52,3 mil torcedores, ratificando assim o segundo maior público da história do jovem estádio. Aliás, em 2016, o palco gremista registrou os quatro maiores públicos de todos os jogos realizados: 53,2 mil torcedores no 0 a 0 com o Internacional e 50,1 mil na vitória de 3 a 0 sobre o Corinthians, ambos pelo Campeonato Brasileiro, e 48,2 mil em outro 0 a 0 contra o rival colorado no começo do ano, pelo Campeonato Gaúcho.

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