O colorado deveria agradecer ao Grêmio por ainda respirar

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Vitória poderia estar agora com 42 pontos, mas parou nos 39, graças à vitória do Grêmio por 1 a 0 em Salvador. Foto: Francisco Galvão/EC Vitóroa

O Grêmio não tem culpa alguma pela posição do Internacional na classificação do Campeonato Brasileiro, mas certamente, se não fosse pelo lado gremista, a situação dos colorados estaria ainda mais delicada na briga contra o rebaixamento para o Campeonato Brasileiro da Série B em 2017. No entanto, é mais fácil ter memória curta, analisar um jogo sem assisti-lo e jogar nas costas dos outros a responsabilidade de sua própria incompetência.

Na entrevista concedida ao programa Bem Amigos, do Sportv, logo após a derrota do Grêmio por 3 a 0 contra o Sport na Arena, nesta segunda-feira (07), o técnico Renato Portaluppi admitiu sim que o time entrou em campo com uma voltagem menor do que os pernambucanos, mas devido sim ao foco na final da Copa do Brasil contra o Atlético Mineiro. Justifica a derrota? Não, como disse na análise do jogo, isso é uma amostra da falta de qualidade de elenco quando certas peças se ausentam do time.

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Com reservas, o Grêmio poderia arrumar todas as desculpas para justificar uma derrota para o Figueirense em Santa Catarina, mas arrancou o empate por 0 a 0. Foto: Luiz Henrique/Figueirense FC

Renato refutou a hipótese do Grêmio ser derrotado para prejudicar o Inter, alertando que somente “quem não entende de futebol, falaria algo assim”. Aliás, avalio que o Tricolor não venceu o Sport também por inoperância ofensiva de Pedro Rocha e Henrique Almeida, enquanto o Rubro-Negro aproveitou duas chances claras de gols por meio de individualidades de Diego Souza e Rogério em momentos cruciais da partida.

No primeiro tempo, o Grêmio teve quatro chances claras de gols desperdiçadas, com Douglas jogando bem e a defesa mais uma vez bem encaixada. Até que Diego Souza fez o imprevisível, quando chutou de fora da área aos 44 minutos do primeiro tempo e acertou o ângulo de Marcelo Grohe. Renato tentou mudar o panorama da partida na volta do intervalo, mas logo no primeiro minuto do segundo tempo, Rogério ampliou com arremate feito de primeira. Logo a seguir, o time desistiu, certo ou errado, porque essa partida não era a prioridade e sim o duelo contra os mineiros.

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Apresentado em 13 de julho, Falcão sucedeu Argel, técnico com visão completamente diferente na forma de armar o time, mas deixou o comando do Inter no dia 08 de agosto. Foto: Ricardo Duarte/ SC Internacional

Se o Grêmio quisesse mesmo prejudicar o Inter, teria feito em duas oportunidades em outubro. Pela 29ª rodada (05 de outubro), com Renato na casamata, o Tricolor venceu o Vitória na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), por 1 a 0. Naquele momento, o revés fez o Vitória estacionar nos 35 pontos, em vez de ir a 38 (e hoje poderia estar com 42, em vez de 39), enquanto o Inter chegaria a 33 pontos, no dia seguinte, ao vencer o Coritiba por 1 a 0 no Beira-Rio.

Usando reservas, já pensando na partida de volta das semifinais da Copa do Brasil diante do Cruzeiro na Arena – depois de vencer por 2 a 0 no Mineirão, em Belo Horizonte (MG) –, o Grêmio foi a Florianópolis (SC) para enfrentar o Figueirense, pela 33ª rodada. E segurou um empate de 0 a 0, resultado que impediu os catarinenses, estacionados nos 33 pontos, de encostarem no Inter, com 38, que não passou de um empate no Beira-Rio por 1 a 1 contra o virtual rebaixado Santa Cruz no mesmo dia.

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Presidente do vexame do primeiro clube sul-americano a não decidir um Mundial de Clubes, Vitório Píffero fez todas as lições de casa para ser o presidente do inédito rebaixamento colorado. Foto: Alexandre Lops/SC Internacional

Portanto, o Grêmio não joga pelo Inter, e sim por ele e sua torcida. Mas se não fosse o Tricolor de Renato, a situação do nosso tradicional adversário no Brasileirão estaria ainda mais alarmante. Então os colorados ou terceiros que sequer têm nada a ver com a rivalidade Grenal precisam parar de avaliar por achismo e ver o duelo contra o Sport e analisar todas as oportunidades nas quais o Tricolor poderia prejudicar, porém, em vez disso, ajudou indiretamente o rival.

Aliás, se há culpado pela possível queda do Inter à Série B, eu dou nome e sobrenome: Vitório Píffero, o presidente do clube no vexame do Mazembe no Mundial de Clubes em 2010, da insistência por Celso Roth, da falta de convicção e planejamento que permite o clube contratar duas figuras totalmente diferentes como Argel e Falcão no comando da equipe numa mesma temporada, que permite o empréstimo de D’Alessandro ao River Plate sem reposição e faz façanhas de contratar o Anderson sob salário de R$ 500 mil mensais. Motivos não faltam para o Inter cair, e nenhum deles passa na Arena.

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