Amadorismo do Grêmio o permitiu ser alvo de um STJD midiático

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“Invasora”, Carol Portaluppi comemorou ao lado do pai, Renato, a classificação do Grêmio à final da Copa do Brasil. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Uma pena desproporcional de um tribunal midiático, incoerente e que muitas vezes mais atrapalha o futebol brasileiro do que ajuda, não pode cobrir o amadorismo do réu. Sem dúvidas, a decisão do STJD (Supremo Tribunal de Justiça Desportiva) de tirar o mando de campo do Grêmio na segunda final da Copa do Brasil previsto para Arena, no dia 30, é extrema e deve ser revertida nos próximos dias. No entanto, isso não apaga o absurdo de permitirem que Carol Portaluppi, filha do técnico Renato Portaluppi, estivesse na casamata e nos gramados durante e após uma partida oficial.

O Grêmio se complicou à toa, de forma amadora, quando não precisava, em um momento no qual é preciso equilíbrio emocional aos jogadores tanto no Campeonato Brasileiro como na decisão da Copa do Brasil contra o Atlético Mineiro, a partir do dia 23, na Arena Independência, Belo Horizonte (MG). Querida por torcedores pela sua beleza e pela idolatria ao pai, Carol jamais não deveria estar lá no gramado, por não fazer parte do time e nem da comissão técnica, quando o Tricolor sacramentava a classificação após um 0 a 0 contra o Cruzeiro na semifinal, na Arena.

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Minutos depois da decisão do STJD, o Grêmio comunicou que recorrerá da pena. Imagem: Divulgação

Ao ver a cena, não havia dúvidas de que o árbitro da partida, o paulista Thiago Duarte Peixoto, relataria o ocorrido. E, mesmo se não fizesse, a Carol foi alvo de câmeras de emissoras que transmitiam o jogo em cadeia nacional. Logo, não haveria como o Grêmio escapar da denúncia da Promotoria do STJD. Mais uma vez, o Tricolor se rendeu a um capricho de Renato e desta vez arrumou uma grande dor de cabeça, em pleno foco da decisão da Copa do Brasil.

Mesmo assim, o departamento jurídico do Grêmio, o qual esperava apenas uma multa pelo incidente e confirmou que recorrerá da pena, tende a reverter a decisão do STJD em segunda instância, como geralmente ocorre quando o tribunal aplica penas pesadas e recua depois para medidas mais leves. Novamente, a corte desportiva é desproporcional e incoerente, ao analisar que a infração não fora grave, diferentemente do que a pena leva a acreditar. Enfim, os dois lados erraram, um pelo amadorismo, o outro pela extravagância de querer sempre aparecer.

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