[Atualizado] Ciente da própria irresponsabilidade, STJD manterá final na Arena

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Mais cedo do que se esperava, o STJD (Supremo Tribunal de Justiça Desportiva) indica ter se conscientizado do grande erro no julgamento que tirou a segunda final da Copa do Brasil, dia 30, da Arena. Pressionado por todos os lados pela decisão dos auditores nesta quarta-feira (16), a corte se viu isolada, sem respaldo da imprensa, torcedores, clubes, CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e nem dentro da própria entidade jurídica. Logo, a decisão de anular a estapafúrdia condenação da 3ª Comissão Disciplinar deve ocorrer o quanto antes.

Segundo reportagem do portal Terra (clique aqui), o presidente do STJD, Ronaldo Botelho Piacente, sentiu o ônus da irresponsabilidade dos auditores da 3ª Comissão Disciplinar e pretende acabar com a polêmica e o desgaste o mais rápido possível, provavelmente até esta sexta-feira (18), devolvendo a grande decisão da Copa do Brasil na Arena. Dessa forma, o tribunal, conforme também relata a repórter da ESPN, Gabriela Moreira, tende a acatar sem resistência o recurso impetrado pelo departamento jurídico do Grêmio nesta quinta-feira, solicitando o efeito suspensivo da decisão.

A punição desproporcional dos auditores chocou a todos no futebol – sanção dada devido à presença de Carol Portaluppi, filha do técnico Renato Portaluppi, no gramado da Arena, após o segundo jogo entre Grêmio e Cruzeiro (placar de 0 a 0) pela semifinal da Copa do Brasil. Em situações piores, quando ocorreu invasão de torcedores em massa ou outros casos semelhantes, não houve tamanho ônus. A punição desmesurada expôs o STJD ao ridículo e ampliou a pressão o descontentamento geral sobre a corte. Ou seja, o tiro saiu pela culatra.

O STJD é merecedor de uma mudança profunda em sua estrutura, devido às decisões contraditórias e sem nexo entre as comissões disciplinares (primeira instância) e o pleno do tribunal, que muitas vezes anula o veredito anterior. Os juízes da corte desportiva se beneficiam de uma mazela brasileira, onde os poderes Executivo e Legislativo são alvos de grande desgastes da opinião pública e ações de órgãos fiscalizadores, mas os desmandos do Judiciário são pouco lembrados, ocasionando uma soberba e sensação de impunidade daqueles que deveriam reger a Justiça.

No entanto, o STJD está queimando as doses de paciência do público e dos clubes pela incoerência seguida de prepotência que o tribunal ainda sustenta. Até quando seguiremos nesse cenário? Talvez demore ainda para que ocorram os primeiros sinais de mudanças, porém, caso a entidade não reveja suas ações e repita absurdos como ocorreu no julgamento do Grêmio, essa mudança poderá ocorrer mais cedo que se esperava.

[Atualização] Como esperado, o Grêmio conseguiu o efeito suspensivo do STJD, derrubando a decisão da 3ª Comissão Disciplinar, nesta quinta-feira (17), por volta das 15h. Dessa forma, a segunda partida da final da Copa do Brasil, no dia 30, está garantida na Arena.

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