Oito razões para crer no título do Grêmio na Copa do Brasil

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Taça da Copa do Brasil estará na Arena no dia 30. Foto: Reprodução do twitter oficial da CBF

Será uma semana árdua para direção e comissão técnica do Grêmio blindarem o clima de euforia e “já ganhou” de parte da torcida gremista e da imprensa gaúcha para segunda partida final da Copa do Brasil, contra o Atlético Mineiro, na Arena, dia 30. Não é para menos, vencer o Galo com autoridade por 3 a 1 em pleno Mineirão de 50 mil pessoas e jogando um futebol muito superior, anima qualquer um. Mas o “imponderável” existe no futebol e o time mineiro não está morto.

Entretanto, o respeito que se deve ter pelo Atlético Mineiro não muda o fato do Grêmio está com oito dos dez dedos na taça de campeão. Aqui no Tribuna Gremista, vamos apontar pelo menos oito razões para crer que o Tricolor gritará “Penta” com a taça da Copa do Brasil na próxima semana.

1-Vantagem de dois gols: O Grêmio pode perder por um gol para o Atlético Mineiro e mesmo assim não perderá a taça. Tal vantagem é simplesmente gigantesca, ainda mais para um time organizado como o time do técnico Renato Portaluppi, é a margem de erro fundamental para evitar o “imprevisível”. Na história da Copa do Brasil, a façanha que o Galo busca para reverter o quadro nunca ocorreu.

2-Fator casa: O Grêmio jogará em casa, em um estádio com 55 mil torcedores e outros milhares no lado de fora, tornando a Arena um caldeirão nunca visto. A equipe gremista é forte em seus domínios e ganha confiança perante seus adversários.

3-Coletivo: Ficou mais uma vez provado no Mineirão que o Grêmio tem um futebol coletivo muito superior ao Galo. A equipe de Renato sabe se defender e atacar, tem padrão tático, sabe tocar a bola e achar os espaços. Já o Galo é um amontoado de bons jogadores, que podem decidir por meio da individualidade, porém, diante de um rival organizado, vira presa fácil.

4-Defesa atleticana: O Atlético Mineiro terá de vencer por três gols de diferença na Arena para levantar a taça ou por dois a fim de levar à decisão aos pênaltis. No ataque, o time tem força com Lucas Pratto, Robinho e Luan. Mas como fazer isso sem levar gols? Apesar de todo esforço de Victor, defesa do Galo é muito vazada. No Campeonato Brasileiro, os mineiros sofreram 48 gols, a sétima defesa mais defasada da competição. Em sete jogos da Copa do Brasil, o Galo tomou 10 gols. Portanto, mesmo que o Atlético venha a desencantar em gols na Arena, dificilmente não buscará a bola no fundo de suas redes.

5-Mobilização dos 15 anos: Sem subestimar a concentração do Atlético Mineiro na busca pelo segundo título da Copa do Brasil, mas sem dúvida a mobilização do Grêmio é maior. A torcida está contando os dias para dar fim ao jejum de 15 anos sem título de expressão. E os jogadores sabem disso. Logo, a motivação no lado gremista é maior.

6-Concentração: Se os jogadores gremistas saíssem do Mineirão sorridentes e esbanjando confiança no jogo de volta, haveria razão dos atleticanos terem esperança de virada por meio de uma soberba do adversário. Contudo, isso não ocorreu. O discurso dos atletas gremistas era de foco, respeito, de que “nada estava ganho” e de repetir o empenho de Belo Horizonte na Arena. Para complicar ainda mais ao Galo, o Grêmio conta com pessoas experientes para blindar os jogadores. Na comissão técnica, Renato e Valdir Espinosa como auxiliar técnico, ambos Campeões do Mundo de 1983. Na direção, o vice-presidente Adalberto Preis, também presente na conquista em Tóquio e muito experiente no futebol. Ou seja, o clima de “já ganhou” não entrará no vestiário gremista.

7-Procura do fato novo: No dia seguinte à derrota de 3 a 1 no Mineirão, o Atlético Mineiro demitiu o técnico Marcelo Oliveira antes da partida de volta. Embora treinador merecesse sair da Cidade do Galo por não dar uma organização tática ao time, não faz sentido tomar essa decisão justamente agora. A não ser se a direção do Galo procure um “fator novo” para motivar a equipe. Entretanto, nós gremistas já vimos esse filme uma vez na Arena, no ano passado, quando o Internacional rompeu com o uruguaio Diego Aguirre dias antes do Grenal 407, pelo Campeonato Brasileiro. E o resultado foi que o “fator novo” apenas agravou a desorganização do time colorado e o Grêmio aplicou histórico 5 a 0 no rival.

8Preparo físico: Um dos responsáveis pelo provável título do Grêmio é pouco conhecido, porém, precisa ser lembrado: Rogério Dias Luiz, preparador físico do Tricolor. O time de Renato chega ao fim da temporada voando, sem problemas com lesões e com atuação regular nos 90 minutos. Por outro lado, o Atlético Mineiro é justamente o oposto, cansa no fim do jogo e sofre com lesões nessa reta final, como foi com Luan no Departamento Médico e fora da decisão no Mineirão.

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