[BR’16: Santa Cruz 5×1 Grêmio] Quatro minutos de apagão e goleada vexatória

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Faltou ao Grêmio retenção de bola e cuidado na marcação no Arruda. Foto: Marlon Costa/Futura Press / Estadão Conteúdo

Não há desculpas que justifiquem sofrer uma goleada contra um time já rebaixado no Campeonato Brasileiro, seja quaisquer circunstâncias, tanto pelo time reserva como pelo fato do clube estar poucos dias de uma grande final de campeonato. Por quatro minutos de apagão, o Grêmio sofreu três gols e saiu do Arruda, em Recife (PE), perdendo por 5 a 1, placar que não sofria no Brasileirão desde o fatídico ano de 2004, para o Santos, na campanha que culminou no rebaixamento para Série B.

É bem verdade, porém, que a goleada não refletiu verdadeiramente a partida no Arruda. Os reservas do Grêmio tiveram uma partida equilibrada com a equipe pernambucana na maior parte do tempo, conseguiram um primeiro gol absurdamente mal anulado aos 12 minutos da etapa inicial, quando o placar ainda estava 0 a 0, em passe de Negueba e conclusão de Henrique Almeida (imagem abaixo). Mesmo assim, nada justifica o apagão nos instantes finais da partida.

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A arbitragem cometeu um erro grosseiro ao anular o gol legal de Henrique Almeida, quando a partida ainda estava 0 a 0. Imagem: Divulgação

O jogo em Recife lembrava o duelo dos reservas contra o América Mineiro, na Arena – vitória de 3 a 0: um jogo franco, aberto e com oportunidades de gols para ambos os lados. O Santa Cruz teve mais chances tirar o zero do placar, mas no primeiro tempo, o Grêmio conseguiu chegar mais perto de balançar as redes. Além do gol mal anulado, Negueba ainda deixou Henrique Almeida cara a cara com o goleiro Tiago Cardoso, pena que o atacante gremista conseguiu errar o chute.

O segundo tempo seguiu a mesma receita, com a diferença de que os gols começaram a sair. Logo aos três minutos, Keno lançou pela direita da área gremista e Grafite levou a melhor sobre Wallace Reis para fazer 1 a 0. No entanto, não tardou muito para o Grêmio empatar, em uma bela triangulação Miller Bolanõs com Pedro Rocha e o equatoriano marcar um bonito gol. A igualdade seguiu até os 15 minutos, em gol de rebote de Léo Moura após boa intervenção de Léo em cabeceio de Grafite, recolocando os pernambucanos na frente.

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Reservas do Grêmio foram apáticos nos instantes finais no Arruda. Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

O grande problema do Grêmio no Arruda era simples: faltava retenção de bola e marcação inexistente. Destaque do Santa Cruz e com malas prontas para o Palmeiras, Keno tinha o tapete vermelho para chegar no mano a mano com os zagueiros gremistas e infernizá-los. E, com excesso no erro de passes, dávamos aos adversários justamente essa opção de atacar e se aproximar da goleira defendida por Léo.

Além da falha defensiva e ofensiva, outro problema passou a tomar conta do time comandado pelo auxiliar James Freitas: a apatia, aquela que deixa qualquer torcedor indignado. Assim nasceu o terceiro gol do Santa Cruz aos 40 minutos, uma boa cobrança de falta de Roberto, no canto esquerdo de Léo. Contudo, o detalhe é que a barreira gremista sequer pulou para impedir a passagem da bola. Nessa pasmaceira, o time Coral ainda fez o quarto com Grafite (42 minutos) e o quinto com Artur (44), completando um vexame em Recife.

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Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press

Um lado positivo dessa irritante atuação gremista é Miller Bolaños. As últimas atuações do meia obrigam o Grêmio a dar chance a ele tanto na final da Copa do Brasil na Arena, contra o Atlético Mineiro nesta quarta-feira (30), como para temporada 2017. O equatoriano tem velocidade, bom passe de bola e calma na finalização. Outro destaque foi o goleiro Léo, novamente pelas boas defesas a exemplo da partida contra o América Mineiro. Ele não teve culpa alguma dos cinco gols.

Negueba participou das principais jogadas do primeiro tempo, deu assistência a um gol mal anulado de Henrique Almeida, mas errou passes acima do aceitável. Já Pedro Rocha não repetiu a boa atuação do Mineirão. E sem Kannemann e Pedro Geromel, a bola área é uma festa adversária na defesa gremista. Enfim, os reservas do Grêmio deveram futebol no Arruda. E que isso sirva de motivação para não repetir os erros contra o Atlético Mineiro em uma Arena com 55 mil pessoas nesta quarta, no jogo do ano valendo o Penta da Copa do Brasil.

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