Contrato por produtividade pode ser a fórmula de sucesso para Renato

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O Grêmio não tem plano B ou C, o foco total é na renovação de Renato. Foto: Lucas Uebel

Renato vive o melhor momento de sua carreira como técnico em praticamente 16 anos na casamata. Embora já tenha comemorado o troféu da Copa do Brasil em 2007 pelo Fluminense, tal feito pouco se compara ao título ao lado da torcida do Grêmio, onde é ídolo máximo e, de quebra, tornar-se um dos ícones do fim de um jejum de 15 anos sem uma conquista de expressão. Todavia, o comandante gremista ainda tem o maior desafio a partir do próximo ano: manter a boa fase como treinador.

Embora não ache que somente um contrato de produtividade mudará o panorama de altos e baixos na carreira de técnico, bonificações para cada título conquistado, entre Campeonato Gaúcho, Copa Libertadores da América (quem sabe Mundial de Clubes da Fifa), Primeira Liga, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil não deixam de ser estimulantes para Renato. Creio que um acordo semelhante deva valer também para o meia Douglas, pelo perfil de boemia similar ao comandante gremista.

Agregado a premiação por títulos, Renato solicitará justificavelmente a valorização do contrato, dentro de uma cifra razoável aos cofres do público. Não sei de onde brotou a informação de que ele teria pedido R$ 800 mil, porém, a especulação é falsa, visto que a negociação ainda sequer teve início de forma efetiva entre clube e representante do técnico e essa pedida somente seria feita em caso de intenção de não renovar com o Grêmio, por estar fora da realidade financeira na Arena.

Além de um contrato por premiação, espera-se maior maturidade do comandante do Penta da Copa do Brasil em relação ao cenário semelhante de 2008, quando o Fluminense, campeão do torneio nacional, chegou à final da Libertadores e esbarrou na LDU. O Renato do “vamos brincar neste Brasileirão” tem de ser definitivamente uma página virada na história do técnico. Menos mal que o treinador gremista dá sinais de estar mais maduro taticamente e blindado de declarações polêmicas em meio a uma decisão.

Outro passo fundamental para o sucesso em 2017 já foi dado com a renovação do comandante do Mundial Interclubes de 1983 e auxiliar técnico Valdir Espinosa, presença fundamental para manter o time nos trilhos. Resta ainda nos bastidores a torcida pela permanência do vice-presidente de futebol Adalberto Preis no cargo, pela sua indispensável experiência e carreira vitoriosa. Por último, a gestão do presidente Romildo Bolzan precisa acertar na escolha do novo diretor executivo para próxima temporada.

Somante depois dessas definições, o departamento de futebol poderá focar o quanto antes e apenas na qualificação do elenco do Grêmio para a temporada 2017.

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