Barcos não é o atacante que a torcida espera para o Grêmio

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Barcos fez 45 gols no Grêmio, mas não fez a diferença em momentos decisivos e é caro aos cofres do clube. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

À procura de um centroavante de ponta para compor a equipe do técnico Renato Portaluppi na temporada 2017, parte da torcida do Grêmio se antecipa em rejeitar um hipotético retorno de Hernán Barcos à Arena. E diante do retrospecto recente do atacante, o pedido é justo. Num time com jogadores decisivos como Luan, por exemplo, o argentino é dispensável. Embora tenha uma carreira de gols, ele perde tantos outros, é caro para as finanças do clube e já tem 32 anos.

O que me incomoda em Barcos é o roteiro de jogador em fase decadente de carreira que ele segue nas últimas temporadas. É estranho que o argentino não tenha se consolidado no Campeonato Português pelo Sporting, onde o nível técnico é mais baixo em comparação às ligas de ponta na América do Sul (no caso, Brasil e Argentina) e na Europa. Com o técnico Jorge Jesus, o atacante entrou em campo apenas em oito oportunidades na temporada 2015/2016, sem anotar um gol sequer.

Emprestado ao Velez Sarsfield, Barcos amargura a reserva no clube argentino. Neste domingo (18), o atacante chegou enfim ao seu segundo gol no Campeonato Argentino, de pênalti na derrota de 2 a 1 contra o Arsenal. O revés foi a 11ª partida dele defendendo as cores azul e branco da equipe de Buenos Aires (pisou nos gramados 609 minutos de 990 como relacionado). A equipe hoje amargura uma 24ª colocação entre 30 clubes disputando a liga neste ano.

Pelo Grêmio, Barcos fez 45 gols em 112 jogos, uma média que não chega a ser ruim, mas para um atacante que ganhava os especulados R$ 700 mil mensais, deixa a desejar. A lembrança do torcedor gremista é ver o jogador não ser decisivo quando o time mais precisava, como nas eliminações nas edições 2013 e 2014 da Copa Libertadores da América, com direito a uma cobrança de pênalti desperdiçada na eliminação contra o San Lorenzo na última.

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Sem sucesso no Sporting, Barcos repete a má fase no Velez Sarsfield. Foto: Divulgação

Do Tianjin Teda, da China, ao Sporting, Barcos acertou o salário de € 150 mil (equivalente a R$ 650 mil), em contrato até a metade de 2017, com opção de renovação por mais duas temporadas. Os portugueses fixaram uma multa rescisória de € 60 milhões (R$ 263 milhões). Ou seja, mesmo que o Grêmio quisesse repatriá-lo, teria duas opções: fazer um pré-contrato seis meses antes do término do vínculo com clube de Lisboa – ou seja, somente o contratando em julho – ou pagaria a rescisão em meio a um empréstimo com Velez. Ambas as opções também são inviáveis.

No ponto de vista técnico, melhor do que contratar Barcos, seria investir na qualificação de Pedro Rocha e Everton, que foram mais decisivos no Grêmio em 2016 do que o “El Pirata” nos dois anos em que vestiu a camisa. Os dois jogadores da base gremistas desperdiçam gols, mas já evoluíram no quesito finalização sob o comando de Renato.

No entanto, o Grêmio precisa qualificar o elenco para agora. Nomes como dos atacantes argentinos Jonathan Calleri (West Ham, Inglaterra) e Marco Rúben (Rosário Central, Argentina) me agradam. O primeiro é um goleador de 23 anos, praticamente carregou o limitado São Paulo na Libertadores 2016, tornando-se artilheiro da competição com nove gols. Mas acho difícil tirá-lo do futebol inglês. O segundo, com 30 anos, é um goleador ao nível de outro argentino, Lucas Pratto, do Atlético Mineiro.

Há também o nome do paraguaio Cecilio Dominguez, de 22 anos, hoje um dos artilheiros do Campeonato Paraguaio com 14 gols, fez o seu na goleada do time de Assunção de 4 a 1 sobre o Luqueno. Atualmente quinto colocado na competição, o “El Ciclón” é detentor de 50% dos direitos do jogador, sendo que a outra metade pertence ao Sol de América (também da capital paraguaia). Sua venda estaria entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões pelo jogador (entre R$ 26,4 milhões e R$ 33 milhões). Confesso que não acompanhei o jogador e por isso não tenho opinião formada.

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2 comentários em “Barcos não é o atacante que a torcida espera para o Grêmio

  1. […] Barcos é outro atleta que viria também por meio de empréstimo, porém, o Grêmio teria de convencer o Sporting, dono dos direitos federativos do atacante e o Velez Sarsfield a abrir mão do jogador em vínculo que também vai até a metade do semestre. Entretanto, os grandes entraves são salários altos (ganha quase o equivalente a R$ 650 mil no clube português) e a aparente fase derradeira do atleta, o que o faz não ser o nome favorito da torcida, como descrevi aqui. […]

  2. […] Barcos é outro atleta que viria também por meio de empréstimo, porém, o Grêmio teria de convencer o Sporting, dono dos direitos federativos do atacante e o Velez Sarsfield a abrir mão do jogador em vínculo que também vai até a metade do semestre. Entretanto, os grandes entraves são salários altos (ganha quase o equivalente a R$ 650 mil no clube português) e a aparente fase derradeira do atleta, o que o faz não ser o nome favorito da torcida, como descrevi aqui. […]

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