A diferença do marketing do ‘Rei de Copas’ ao ‘Campeão de Tudo’

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Rei de Copas x Campeão de Tudo: qual marketing é mais verdadeiro na dupla Grenal? Fotos: Divulgação

“Rei de Copas” ou “Campeão de Tudo”? Qual estratégia de marketing é a mais verdadeira e fiel aos fatos? Grêmio e Internacional são dois entre outros clubes pioneiros no marketing esportivo e na busca pelo sócio torcedor no Brasil, fazendo com que essa rivalidade também entrasse no meio publicitário. Por isso, o “Campeão de Tudo” foi bastante questionado por gremistas, como o “Rei de Copas” é hoje contestado pelos colorados. Contudo, sem delongas, vamos aos fatos de cada marca da dupla Grenal.

Rei de Copas

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Camisa “Rei de Copas”, em alusão às cinco conquistas da Copa do Brasil. Foto: Divulgação

Não demorou muito, mas já há colorados passando o “recibo” pela expressão “Rei de Copas” usada pelo Grêmio desde a conquista do Penta da Copa do Brasil no começo do mês. A alegação do lado vermelho é simples: o Tricolor não ganhou todas as copas possíveis e nem em quantidade para usar tal alcunha. No entanto, o Grêmio realmente quis dizer que é o “Rei de Todas as Copas”? Bem, nesse caso, temos de separar a comunicação institucional do clube às palavras do torcedor.

O Grêmio em nenhum momento, institucionalmente, declarou-se o “Rei de Copas” no cenário geral, ou seja, abrangendo todos os títulos, e sim apenas à Copa do Brasil. Todas as peças publicitárias do clube referente a esse slogan são alusivas ao quinto título da competição, tanto que os anos de cada conquista da própria Copa do Brasil são citados: 1989, 1994, 1997, 2001 e 2016. Isso ocorreu nos telões da Arena após o empate na final em 1 a 1 contra Atlético Mineiro, no dia 07, como nas camisas comemorativas ao título.

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A imagem deixa claro o enfoque do marketing gremista… Onde está a mentira? Foro: Divulgação

Portanto, o marketing gremista não mentiu ou omitiu a verdade em sua ação publicitária e comercial. O “Rei de Copas” se refere à Copa do Brasil, torneio o qual o Grêmio é o maior ganhador de taças, com uma a mais que o Cruzeiro e duas em relação a Corinthians, Palmeiras e Flamengo. Então onde está a falsidade? A estratégia do clube foi totalmente honesta e transparente com o torcedor, seja azul ou até mesmo vermelho, mesmo a esse, o Tricolor não precisar lhe dar nenhuma satisfação.

Naturalmente o gremista pode e até deve extravasar em momento de comemoração do título da Copa do Brasil, enquanto o colorado, amargurado pelo rebaixamento ao Campeonato Brasileiro da Série B, tem duas opções das quais tem direito: educadamente permitir em silêncio a alegria do rival ou tentar contestá-lo, como não poderia deixar de ocorrer na maior rivalidade futebolística do País. Mesmo assim, repito: cabe separar a comunicação institucional do Grêmio ao que é pregado pelos torcedores.

Campeão de Tudo

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Camiseta “Campeão de Tudo”, comercializada pelo Inter a partir de 2008, com após obter o troféu da Copa Sul-Amercana

Antes de tudo, vale recordar: Qual a origem do “Campeão de Tudo”? Pode-se dizer o título da Copa Sul-Americana em 2008, tudo bem, mas há o outro lado da moeda pouco lembrado ou completamente ignorado por torcedores colorados, que é o fracasso do Inter no Campeonato Brasileiro daquele ano. Com elenco com Nilmar, D’Alessandro, Clemer, Bolivar, Índio, Sandro, Edinho, Guiñazu, Alex, Rosinei, Andrezinho e Magrão, o Colorado não apenas era um dos favoritos ao título nacional, como também detinha uma das maiores folhas salariais do País.

No entanto, sob gestão do então presidente Vitório Píffero, o Inter não decolou naquele Brasileirão. Pior, o colorado viu o azarão Grêmio (do técnico Celso Roth), eliminado precocemente nas quartas de final do Campeonato Gaúcho meses antes e apontado naquele momento como candidato ao rebaixamento, brigar até a última rodada pelo título – no fim, ficou com o vice. Logo, veio a Copa Sul-Americana, vista como patinho feio pelos clubes brasileiros, porém, pelas bandas do Beira-Rio, surgiu como a salvação de 2008.

Com o título da Copa Sul-Americana, nasceu a grande jogada de marketing do Inter: o “Campeão de Tudo”. Uma ação brilhante no ponto de vista comercial, porque fez o torcedor colorado transformar um ano decepcionante, sem o principal título almejado, que era o Brasileirão, em um período marcado pela “hegemonia em todas as competições”. Camisas em alusão ao novo slogan foram vendidas como água e o clube passou a ter suas ações publicitárias voltadas a essa marca, inclusive registrada nas paredes do Beira-Rio.

Entretanto, o “Campeão de Tudo” não deixa de ser arrogante, no melhor estilo Píffero, pois vem com a falácia e megalomania de que “ganhamos todas as competições disputadas por nós”. Não é verdade, isso porque o Inter não ganhou todas entre as quais participou ao longo de sua história centenária, embora tenha ganho alguma taça em sua maioria. Além disso, o slogan parte da premissa que os campeonatos atuais têm peso histórico maior em comparação aos torneios extintos, e essa ideia também não é necessariamente verdadeira.

Afinal, há clubes de todo mundo consideram importantes às suas histórias títulos de competições que hoje não existem mais. O Grêmio lembra da Supercopa do Brasil, chancelada pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), assim como o Palmeiras, Paysandu e o Flamengo consideram a Copa dos Campeões. E a Supercopa da Libertadores do São Paulo e do Cruzeiro? E a Copa Mercosul do Vasco da Gama, Palmeiras e Flamengo?

O “Campeão de Tudo” hoje sequer pode mais ser levado a sério, nem pela sua premissa original, uma vez que agora temos a Primeira Liga, a qual o Inter não ganhou. E se um dia a Copa Sul-Americana deixar de existir, tendo o mesmo destino de suas irmãs mais velhas? Em meio a esse cenário, até o presidente eleito Marcelo Medeiros admitiu a arrogância nessa expressão, faceta muito bem representada por Píffero e vários torcedores colorados, na qual afundou o Inter para Série B.

Portanto, o “Rei de Copas” é uma peça de publicidade como o “Campeão de Tudo”, com a diferença que é bem mais honesta e respeitosa com os demais clubes.

Mas somos Reis de Copas? No Rio Grande, sim

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Foto: Edu Andrade/Fato Press/Folhapress

No geral, não podemos nos considerar “Reis de Copas”, uma vez que temos clubes como Real Madrid (22 copas internacionais), Al-Ahly (Egito, com 20), Milan, Boca Juniors (ambos com 18), Barcelona (17) e outros com mais copas que o Grêmio. Entretanto, onde o Tricolor poderia se proclamar o “Rei de Copas”? Sem dúvidas, no Rio Grande do Sul, em dois cenários: considerando as copas principais nacionais e internacionais ou todas (principais e mais marcantes) copas nacionais e internacionais.

De qualquer forma, como o “Campeão de Tudo” engloba títulos nacionais e internacionais, vamos abordar o mesmo critério para definir quem é o “Rei de Copas” nos certames gaúchos. Neste caso, o Grêmio é o “Rei de Copas” sobre o Inter no Rio Grande do Sul, pois coleciona pelo menos 19 taças (regionais, nacionais e internacionais) perante 12 do rival.

Vale frisar que os colorados colocam na conta a Dubai Cup de 2008, o que nos dá razão de lembrarmos de conquistas nossas no mesmo naipe nos anos de 1980, como a Copa Phillips, Copa Rotterdam e o Troféu Ciudad de Palma de Mallorca. Os nossos rivais também levantam a Suruga Bank Cup de 2009, duelo do campeão da Copa Sul-Americana com o detentor do título Copa da Liga Japonesa, cuja premissa era semelhante à Sanwa Bank Cup conquistada pelo Grêmio em 1995, em um duelo entre o campeão da Copa do Brasil e o campeão da J-League.

Então abaixo estão as copas mais marcantes de cada clube. Embora haja colorado que não se lembre, citei títulos como a Copa Joan Gamper, comemorada pelo Inter em 1982, quando eliminou nas semifinais o Barcelona de Maradona, e era motivo de orgulho no Beira-Rio antes de 2006. Logo, também pesquisei as taças mais relevantes do rival, embora haja muito colorado com memória a partir dos últimos dez anos. Ao considerar todas as copas, o Grêmio também leva vantagem, porém, não achei necessário tal levantamento – fica para quem quiser fazê-lo.

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6 comentários em “A diferença do marketing do ‘Rei de Copas’ ao ‘Campeão de Tudo’

  1. Rodrigo disse:

    Pra começar mentiroso: o grêmio NÃO é campeão mundial! É campeão intercontinental ou campeão da copa toyota. Todos os clubes fora do Brasil se intitulam assim… Só no Brasil que a GLOBO e a RBS gremista inventaram que a toyota é mundial. NÃO é!

  2. Bruno Coelho disse:

    Não, mentiroso é você, pois até o Real Madrid, em seu site, se intitulou Pentacampeão Mundial, juntando as três Copas Intercontinentais com o Mundial de Clubes da Fifa. Aliás, você não é apenas mentiro, é burro, pois mal percebe que Intercontinental significa “entre continentes”. E o que é um Mundial? Uma disputa entre continentes. Hahahahahahahahahaha. Burro demais.

    E de onde tirou que o nosso Mundial Interclubes é coisa da RBS? Além da Europa, clubes da Argentina, Uruguai e brasileiros como São Paulo, Santos, Flamengo se declaram Campeões Mundiais. Burro e desinformado, ainda por cima.

    Aliás, convido você a saber mais da história de seu clube, que nos deu a faixa de Campeão do Mundo em 1984. Saiba mais aqui: https://tribunagremista.wordpress.com/campeao-do-mundo-de-1983/

  3. Bruno Coelho disse:

    Aliás, aqui está o site do Real Madrid, onde se declaram cinco vezes campeões intercontinentais; Hahahahahahahahahahaha. Até mais, burrão, foi um prazer tirar onda de sua cara: http://www.realmadrid.com/pt/noticias/2016/12/o-maior-campeao-do-mundo

  4. Bruno Coelho disse:

    Para facilitar a sua vida, aqui está o link do Grenal das Faixas, o dia em que o Internacional deu ao Grêmio a faixa de Campeão do Mundo: https://gremio1903.wordpress.com/2010/01/26/grenal-das-faixas-26-anos/

  5. Nuno disse:

    O “campeão de tudo” ganhou a Copa Sul, a Copa Sul-Minas e a Copa Sul-Minas-Rio (Primeira Liga)?

  6. Celio Peres disse:

    A FIFA reconheceu os ganhadores do Mundial Interclubes como campeões do mundo…isso encerra qualquer discussão ou desdém por parte dos colorados. Não endeusam a FIFA? Pois bem, taí o veredito da FIFA! Vão falar o que agora? O que disserem a partir de agora, é mi-mi-mi.

    https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/fifa-reconhece-titulos-mundiais-de-flamengo-gremio-santos-e-sao-paulo.ghtml

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