Romildo Bolzan acerta em não fazer loucuras

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Marinho, atacante do Vitória, dificilmente virá ao Grêmio. Foto: EC Vitória

O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, acerta mais uma vez em não fazer loucuras com contratações, mesmo que para isso tenha de contrariar a expectativa de parte da torcida. Um exemplo que se encaixa nesse cenário é Marinho, atacante que teve um desempenho excepcional na temporada 2016, sendo o maior responsável por livrar o Vitória do rebaixamento ao Campeonato Brasileiro da Série B, o qual o mandatário fez ponderações corretas sobre o atleta.

No programa Sala de Redação de sexta-feira (30), na Rádio Gaúcha, Romildo teve uma opinião sincera sobre contratações, inclusive, sobre Marinho. O presidente gremista lembrou que o jogador tem 27 anos, já um bom tempo de rodagem no futebol, mas teve somente apenas um ano excepcional com o Vitória na última temporada. Ou seja, segundo o dirigente, não se pode participar de leilão pelo atacante, muito menos avaliando apenas um ano de sua carreira.

E Romildo faz muito bem, pois Marinho não conseguiu se firmar em nenhum grande clube que passou: Fluminense, Internacional e mais recentemente o Cruzeiro, na temporada 2015 – foram 12 jogos e apenas um gol com a camisa da Raposa. Logo, não se pode cair na tentação de oferecer um salário astronômico a um jogador que se destacou apenas por um ano em um clube gigante regionalmente, porém, não nacionalmente, como o Vitória.

Na lógica, Marinho deveria receber um salário digno de seu tempo em geral como jogador, logo, cerca de R$ 100 mil mensais no máximo seriam coerentes. No entanto, o jogador do Vitória está desmesuradamente valorizado no mercado, é flertado pelo agora milionário futebol chinês, tendo possivelmente o Flamengo disposto a fazer loucuras financeiras. O atleta não erra em buscar o melhor ganho financeiro, assim como o clube em manter a solidez de sua política financeira.

Tenho a certeza de que se o Grêmio fosse administrado hoje por Paulo Odone e até mesmo Fábio Koff, cairíamos mais vez na tentação de fazer loucuras, como fizemos com Kleber (cerca de R$ 500 mil de salários), Marcelo Moreno (idem), Fernandinho (R$ 350 mil), Barcos (R$ 700 mil) e tantos outros que limparam os cofres do clube sem trazer algum título para torcida gremista. Situação essa que deixou o Tricolor numa situação complexa nas finanças desde a posse da atual gestão.

Romildo faz o dever de casa na política de contratações, mesmo isso contrariando parte da torcida. Já vimos que loucuras por atletas, de medianos a bons – todos longe de serem craques –, não dão certo em médio e longo prazo, visto que comprometem as finanças do clube e tiram mais cedo ou mais tarde um futuro de títulos. No caso do presidente, com paciência e comendo pelas beiradas, no estilo mineiro, chegamos ao título da Copa do Brasil. E por que não acreditar na sequência de conquistas dessa forma?

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