O Grêmio acerta e erra no caso Gabriel Fernández

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Gabriel Fernández não passa por exames médicos e Grêmio desiste de atleta. Foto: El País

O começo de temporada do Grêmio começa somando mais imprevistos do que certezas. Depois da reviravolta sobre o atacante Kayke e ainda o cancelamento da Copa dos Campeones que seria realizada na Arena entre os dias 21 e 27 de janeiro, agora foi a vez “delantero” Gabriel Fernández ser mais uma surpresa negativa. O uruguaio não passou nos exames médicos, fazendo com que o Tricolor publicasse nota oficial desistindo do jogador.

Por mais que o Grêmio não tenha culpa sobre a mudança repentina da postura de Kayke, que possivelmente com uma proposta do Santos, exigira um valor previamente não combinado na Arena, e tampouco pelo cancelamento da Copa dos Campeones – abordarei o tema mais abaixo –, o caso Gabriel Fernández não deixa de ser mais um desgaste à gestão do presidente Romildo Bolzan neste começo de 2017.

O Grêmio acertou sim em desistir da contratação do atacante uruguaio, ao constatar a iminência de uma nova e grave lesão. Numa temporada de Copa Libertadores da América, em um ano de afirmação após o título da Copa do Brasil e no qual teremos concentração de competições no segundo semestre – Libertadores, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, Primeira Liga e possivelmente o Mundial de Clubes da Fifa –, precisamos contar com todas as peças do elenco. Portanto, jogador sem condições físicas para encarar essa maratona atrapalha todo um planejamento e se torna um investimento de alto risco.

Entretanto, elogiar a prudência do Grêmio não significa deixar de fazer ponderações sobre o caso. Era mesmo necessário Gabriel Fernández desembarcar no Aeroporto Salgado Filho, ser recebido por torcedores, repórteres e câmeras para em seguida constatar que ele não tinha condições físicas ideais de vestir a camisa tricolor? Não seria possível o clube enviar um médico ao Uruguai e lá fazer os exames necessários e encaminhá-los ao Departamento de Futebol?

A desistência sobre Gabriel Fernández ocorreu no mesmo dia do anúncio de cancelamento da Copa dos Campeones, que reuniria o Peñarol, Nacional (ambos do Uruguai) e o Olímpia (Paraguai), todos campeões da Libertadores. O Grêmio não tem culpa alguma da mudança de planos, pois apenas cedera a Arena para realização da competição e o motivo real foi a saída de um patrocinador. No entanto, é um desgaste, pois embora esteja longe de ser um terremoto, soma-se mais um ponto fora de curva no planejamento tricolor para 2017.

Apesar dos imprevistos, é necessário segurar a corneta em relação ao Grêmio, pois ainda matemos a base campeã da Copa do Brasil e estamos reforçando o elenco. Ainda falta, claro, um jogador de ponta que chegue à Arena com a certeza da titularidade, mas a diretoria com toda certeza trabalha para preencher essa lacuna. Houve erros sobre Gabriel Fernández, espera-se que o clube aprenda com esse percalço, mas agora é seguir em frente para temporada 2017.

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