Beto da Silva é uma aposta certa do Grêmio

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O peruano Beto da Silva assina contrato de quatro anos com o Tricolor. Foto: Cristiano Oliveski/Grêmio FBPA

Não dá para afirmar com precisão se o atacante Beto da Silva dará certo no Grêmio, mas diferentemente de Jael, 28 anos, o peruano, 20, tem alto potencial de crescimento e pode ser lapidado para se tornar um grande atleta. Foi um achado do Departamento de Futebol, que trouxe um jogador jovem, muito provavelmente promissor e sob baixo custo aos cofres do clube. A contratação foi uma resposta a quem reclamava da falta de criatividade da direção na formação do elenco.

Beto da Silva já vestiu a camisa do Peru nos Sul-Americanos Sub-15, Sub-17 e Sub-20, da Copa América Centenário e pelas Eliminatórias para Copa do Mundo de 2018. Ele foi muito jovem ao PSV Eindhoven (Holanda) e jogou a temporada 2015/2016 no time B do clube holandês. Antes, o “delantero” foi campeão peruano pelo Sporting Cristal em 2014. Talvez tenha faltado paciência ao PSV em lapidá-lo, missão que agora cabe ao Grêmio por meio de contrato de quatro anos.

O peruano, que atua como segundo atacante, tem até aqui 40 jogos como profissional com nove gols feitos, assim lhe conferindo um aproveitamento de 0,23 gol por jogo. O índice é um melhor que Everton (0,16 G/J) e pouco abaixo de Luan (0,24 G/J) e Pedro Rocha (0,26 G/J). Nesse quesito, Miller Bolaños (0,32 G/J) e Jael (0,34 G/J) são os jogadores com os melhores aproveitamentos, embora esse não seja um critério absoluto, pois varia conforme o nível técnico das competições de cada atleta.

Apenas fico desconfiado como o técnico Renato Portaluppi pretende trabalhar o Beto da Silva. Isso porque na coletiva, o treinador fez questão de frisar que o peruano não foi indicado por ele, a exemplo das contratações anteriores, e sim veio diretamente da direção. Achei essa observação um tanto desnecessária e senti um tom do tipo “ele não é dos meus”. É uma análise apenas interpretativa, porém, Renato tem o costume de privilegiar “seus bruxos”.

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Com Jael, Grêmio brinca com a paciência do torcedor

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Jael assina contrato de uma temporada na Arena. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

O torcedor busca entender as dificuldades da direção do Grêmio na contratação de um grande atacante, uma vez que o mercado está escasso de boas opções ofensivas que se encaixem na política de responsabilidade fiscal da gestão do presidente Romildo Bolzan. No entanto, é apostar no improvável recorrer ao mercado de Campeonato Brasileiro da Série B para montar o elenco visando uma temporada de Copa Libertadores da América.

Jael vem do Joinville, rebaixado para Série C ao fim da temporada passada. Fez 20 jogos pelo clube catarinense na Série B e marcou sete gols. No currículo, o novo atacante gremista contabiliza 257 jogos e 88 gols, o que lhe confere uma média de 0,34 gol por partida. É um aproveitamento, em números brutos, melhor que Pedro Rocha (0,26) e Everton (0,16), com a diferença de que Jael tem 28 anos e passou a maior parte da carreira jogando em divisões de menor nível técnico.

Antes de desembarcar novamente no Joinville, Jael vestiu 19 vezes a camisa do Chongqing Lifan, clube da Super Liga Chinesa, balançando as redes em três oportunidades. Por clubes grandes, passou pelo Flamengo em 2011, quando o Grêmio tinha investido na ideia de contratá-lo, porém, desistiu do negócio. Pelo clube da Gávea, foram 23 jogos e cinco gols. Em 2008, o atleta teve outra passagem discreta, desta vez pelo Atlético Mineiro, com 15 partidas e dois gols.

Talvez a melhor fase de Jael seja justamente sob o comando do técnico Renato Portaluppi, em 2010, pelo Bahia, por onde marcou 12 vezes em 24 partidas, ano em que disputou a Série B. Foi exatamente esse desempenho que fez Grêmio e Flamengo brigarem por ele no ano seguinte. Outra passagem destacada de Jael foi pelo próprio Joinville, na temporada 2014, na qual resultou no título da segunda divisão ao clube catarinense. O atacante fez 12 gols naquela edição.

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Jael foi campeão da Série B pelo Joinville em 2014. Foto: Assessoria JEC

Há quem diga que Jael seja indicação de Renato exatamente pelo trabalho conjunto no Bahia, mas a informação não é confirmada até o momento no Grêmio. Caso seja, avalio como um equívoco, pois cabe ao Departamento de Futebol ter filtragem aos pedidos da comissão técnica e avaliar se a solicitação atende às demandas técnicas exigidas pelo clube.

Logo, o jogador assina com o Grêmio por uma temporada para ser banco, sob desconfiança da torcida. Vale esperar pelo desempenho dele, porém, o nascimento da esperança, por uma contratação bem-sucedida, caberá ao atacante provar e não aos torcedores. É Jael que terá a missão de mostrar condições de se firmar em uma camisa pesada como a do Grêmio. Se o desempenho corresponder, o apoio das arquibancadas virá naturalmente.

Há especulações de que a vinda de Jael estaria ligada às tratativas pela renovação de Pedro Rocha, ao fato das carreiras de ambos estarem sob tutela do empresário Hamilton Bernard. Por ora, não se pode confirmar essa relação nas duas negociações, embora seja sim um negócio passível de questionamentos nesse sentido.

A contratação de Jael também não pode ser colocada no mesmo patamar de Michel e Léo Moura. O volante tem 26 anos, é uma aposta para quem sabe brigar por titularidade, após ser destaque pelo campeão Atlético Goianiense na Série B. Já o lateral-direito tem experiência, chega para ser reserva imediato de Edílson, e soma passagens por grandes clubes.

Na dificuldade de contratar um jogador digno de titularidade imediata, o Grêmio dá sinais de preocupação ao torcedor. Afinal, o clube quase fechou com o atacante Gabriel Fernández, até ele ser reprovado nos exames médicos – e precisará fazer cirurgia para reconstruir ligamento no joelho esquerdo. Também cogitou o atacante colombiano do Tolima, Angelo Rodríguez, de 27 anos, com uma média de 0,21 gol por partida – 106 jogos e 22 gols –, desempenho inferior a Pedro Rocha.

O certo é incerto

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(Foto: Augusto Gomes)

A contratação de Kayke estava certa, era ao menos o que todos pensávamos. O atleta chegou a vir para Porto Alegre para exames médicos, no qual foi aprovado, mas devido a desacertos em cláusulas de contrato, o Grêmio anunciou oficialmente a finalização de negociações pelo atleta nesta quinta-feira (05).

A ideia inicial da diretoria é contratar dois atacantes, mas sem a concretização da admissão do atacante Kayke, agora se têm duas vagas em aberto e nomes como Gabriel Fernández e Cristian Colmán são cogitados. Ambos jovens e cheios de fôlego. Fernández, conhecido mais como “El Toro” por sua capacidade física, é o nome mais próximo de chegar ao clube, podendo ser anunciado semana que vem. O garoto foi goleador do Campeonato Uruguaio, e chegaria como uma grande promessa para o tricolor.

Agora é a vez do Grêmio realmente investir em seus jogadores. Sejam garotos jovens, mais experientes, latinos ou nacionais. Precisamos de time guerreiro. Esse ano que chega pode e pretende ser um ano de grandes conquistas. A demora por apresentações pra mim é justificável. Grandes times se formam com tempo, mas também não sem esperteza. E é melhor não brincar com ela. Porque esse ano, eu quero ser a rainha de copas!

Ainda falta algo nas contratações do Grêmio

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Kaike é a segunda contratação do Grêmio para 2017. Foto: Reprodução / Twitter Kayke

O Grêmio deve confirmar nesta terça-feira (03) a contratação do atacante Kaike, o segundo jogador a ser anunciado pela direção, após o volante Michel. A exemplo do primeiro, o novo reforço do setor ofensivo é, na teoria, para formar elenco, sem status de titularidade. Mesmo compreendendo e aprovando a política de responsabilidade financeira nas contratações na gestão do presidente Romildo Bolzan, ainda fica a sensação: falta um novo titular incontestável no time.

Imagino que o torcedor gremista esteja desconfortado com as notícias de reforços para equipe do técnico Renato Portaluppi e isso é compreensível. Até aqui, vemos um Palmeiras, financiado pela Crefisa, ostentando contratações (atacante Keno e os meias Alejandro Guerra, Hyoran, Michel Bastos e Raphael Veiga) e ainda no primeiro dia útil de 2017, o Flamengo anunciou o meia argentino Darío Conca. Antes da virada do ano, o Botafogo já tinha acertado com o meia Montillo.

Não critico a política de austeridade de Romildo, ao contrário, acho necessária para médio prazo o Grêmio se fortalecer mais dentro e fora de campo. Mesmo assim, não há como se entusiasmar com as contratações até aqui, embora não as critique, visando o calendário caótico do Grêmio para este ano, podendo chegar até a 88 partidas – Campeonato Gaúcho, Copa do Brasil, Primeira Liga, Campeonato Brasileiro e, se conquistar a Copa Libertadores da América, ainda viria o Mundial de Clubes da Fifa.

Michel e Kaike são contratações para elenco. O novo atacante gremista deve ser uma espécie de Bobô, não em função em característica em campo, mas por ser aquela peça que entra no decorrer do jogo e ora salva e ora nem aparece na foto. Outro nome que pode ser brevemente confirmado é o “delantero” Gabriel Fernandez, artilheiro do Campeonato Uruguaio 2016 pelo Racing com oito gols. No entanto, é um jogador pouco conhecido, também desembarcaria na Arena como outra incógnita.

No terceiro dia de 2017, o Grêmio ainda mantém a esperança por meio do time campeão da Copa do Brasil, Sabemos, porém, que não há garantia nenhuma dessa equipe se portar como um dos grandes favoritos à Libertadores. Ainda somos dependentes de Douglas e estamos desprovidos de goleador. E, o mais agravante: não temos elenco para chegar forte em todas as competições de 2017, colocando-nos num cenário perigoso quando dividirmos a atenção entre a competição sul-americana com o Brasileirão no segundo semestre.

Romildo Bolzan acerta em não fazer loucuras

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Marinho, atacante do Vitória, dificilmente virá ao Grêmio. Foto: EC Vitória

O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, acerta mais uma vez em não fazer loucuras com contratações, mesmo que para isso tenha de contrariar a expectativa de parte da torcida. Um exemplo que se encaixa nesse cenário é Marinho, atacante que teve um desempenho excepcional na temporada 2016, sendo o maior responsável por livrar o Vitória do rebaixamento ao Campeonato Brasileiro da Série B, o qual o mandatário fez ponderações corretas sobre o atleta.

No programa Sala de Redação de sexta-feira (30), na Rádio Gaúcha, Romildo teve uma opinião sincera sobre contratações, inclusive, sobre Marinho. O presidente gremista lembrou que o jogador tem 27 anos, já um bom tempo de rodagem no futebol, mas teve somente apenas um ano excepcional com o Vitória na última temporada. Ou seja, segundo o dirigente, não se pode participar de leilão pelo atacante, muito menos avaliando apenas um ano de sua carreira.

E Romildo faz muito bem, pois Marinho não conseguiu se firmar em nenhum grande clube que passou: Fluminense, Internacional e mais recentemente o Cruzeiro, na temporada 2015 – foram 12 jogos e apenas um gol com a camisa da Raposa. Logo, não se pode cair na tentação de oferecer um salário astronômico a um jogador que se destacou apenas por um ano em um clube gigante regionalmente, porém, não nacionalmente, como o Vitória.

Na lógica, Marinho deveria receber um salário digno de seu tempo em geral como jogador, logo, cerca de R$ 100 mil mensais no máximo seriam coerentes. No entanto, o jogador do Vitória está desmesuradamente valorizado no mercado, é flertado pelo agora milionário futebol chinês, tendo possivelmente o Flamengo disposto a fazer loucuras financeiras. O atleta não erra em buscar o melhor ganho financeiro, assim como o clube em manter a solidez de sua política financeira.

Tenho a certeza de que se o Grêmio fosse administrado hoje por Paulo Odone e até mesmo Fábio Koff, cairíamos mais vez na tentação de fazer loucuras, como fizemos com Kleber (cerca de R$ 500 mil de salários), Marcelo Moreno (idem), Fernandinho (R$ 350 mil), Barcos (R$ 700 mil) e tantos outros que limparam os cofres do clube sem trazer algum título para torcida gremista. Situação essa que deixou o Tricolor numa situação complexa nas finanças desde a posse da atual gestão.

Romildo faz o dever de casa na política de contratações, mesmo isso contrariando parte da torcida. Já vimos que loucuras por atletas, de medianos a bons – todos longe de serem craques –, não dão certo em médio e longo prazo, visto que comprometem as finanças do clube e tiram mais cedo ou mais tarde um futuro de títulos. No caso do presidente, com paciência e comendo pelas beiradas, no estilo mineiro, chegamos ao título da Copa do Brasil. E por que não acreditar na sequência de conquistas dessa forma?

Grêmio precisa de elenco se quiser chegar vivo ao fim de 2017

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Michel é a primeira contratação gremista para 2017. Foto: Grêmio FBPA

Não me surpreendeu a contratação do volante Michel no Grêmio ser demasiadamente criticada por cronistas esportivos do Rio Grande do Sul, no mesmo dia em que alguns – não todos, deixando bem claro – elogiaram o anúncio do atacante Roberson no Internacional. Nem parto do princípio de “imprensa vermelha” no caso, e sim da comodidade de julgar aquilo já conhecido e não procurar informação de quem vem de fora, no caso do novo jogador gremista, vindo do Atlético Goianiense.

Concordo que Michel não é uma contratação de encher os olhos e não sana a ansiedade do torcedor gremista por uma grande novidade no elenco tricolor para disputa da Copa Libertadores da América. No entanto, o Grêmio, assim como os demais clubes presentes na competição sul-americana, precisa urgentemente formar elenco para próxima temporada, uma vez que teremos pelo menos cinco competições sendo definidas no segundo semestre.

Em 2017, a Copa do Brasil conhecerá o campeão no dia 12 de outubro, quatro dias depois da final da Primeira Liga. Já o Campeonato Brasileiro fará a sua última rodada em 03 de dezembro, enquanto a Libertadores transcorrerá até 29 de novembro – a Copa Sul-Americana termina em 13 de dezembro. Caso o Grêmio conquiste o seu terceiro título continental, ainda viria o Mundial de Clubes da Fifa em dezembro. Ou seja, com exceção do Campeonato Gaúcho, o Grêmio disputará no mínimo quatro competições possivelmente até o segundo semestre, número que pode subir para cinco se erguer a taça da Libertadores.

O alerta cabe ao Grêmio, assim como a todos os clubes na mesma condição: se não tiver elenco, não haverá fôlego para aguentar essa maratona. Por isso, é bastante plausível que tenhamos em 2017 clube na fase decisiva da Libertadores, enquanto briga para não ser rebaixado pelo Brasileirão. Essa possibilidade é bastante real, tendo em vista o nosso histórico de times campeões continentais com posições intermediárias na liga nacional.

Portanto, não acho ruim a contratação de Michel, o que não significa certeza sobre o seu desempenho na Arena. Conforme descrevi no post feito em novembro sobre o novo volante tricolor, ele atua na segunda função, mas já jogou improvisado na lateral esquerda pelo Atlético Goianiense, fazendo quatro gols na campanha do título do Dragão na Série B (saiba mais). Contudo, é claro que poucos cronistas tentaram se informar sobre o atleta e já o desdenharam. Faz parte.

Michel não basta, está longe ainda do ideal em nossas cabeças. O Grêmio ainda precisa de atacante fixo, segundo atacante, talvez um meia-atacante – principalmente se desfizer de Miller Bolanõs –, mais um zagueiro – Fred deve se mudar para o Vitória – e um lateral direito para fazer sombra a Edilson. Mesmo assim, criticar a contratação do volante recém-chegado por desconhecimento e desconsiderando o inchado calendário 2017 não é o caminho correto.

Os malabarismos de Romildo para sonhar com a Libertadores

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Romildo deixa claro que sem vender um atleta, o Grêmio não terá dinheiro para um atacante. Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Pela cautela nas palavras, as entrevistas do presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, quase sempre não entusiasmam os gremistas quando o assunto é contratações. Desde que assumiu, o gestor fala de responsabilidade nas finanças e que não fará “loucuras” que minem a contabilidade do clube em médio e longo prazo. Então nas últimas falas do dirigente, algo parece claro: se não vender Luan ou Wallace, o Tricolor não terá dinheiro para bancar um nome de impacto ao ataque para disputa da Copa Libertadores da América.

Em entrevista à Rádio Guaíba, Romildo deixou clara a necessidade de vender um dos jogadores que hoje são peças fundamentais no time do técnico Renato Portaluppi. “O Grêmio precisa vender jogadores pra fazer caixa, pra fazer aquisições pontuais. O Grêmio não fez isso ainda. E, portanto, não temos condições de avançar em grandes contratações sem que tenhamos caixa pra isso”, explica.

Diante disso, o Grêmio somente contrata definitivamente, sem vender um de seus atletas, se achar um grande jogador em fim de contrato com seu clube ou que possa ser comprado sob uma pechincha. O que convenhamos, é muito difícil. Os principais atacantes no mercado têm preços e não são baratos. Entre os nomes desejados pela torcida, por exemplo, está o argentino Marco Ruben, que somente sai do Rosário Central sob valor de US$ 8 milhões pelo menos.

Uma possibilidade para driblar o teto financeiro é recorrer a empréstimos de jogadores. Nesse caso, o Grêmio poderia averiguar, se é que já não o fez, a possibilidade de contratar nesses moldes, Jonathan Calleri, que é o nome que mais me agrada entre os novos atacantes. Ele praticamente carregou nas costas um limitado São Paulo na Libertadores deste ano e foi artilheiro da competição com nove gols.

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Calleri foi artilheiro da Libertadores 2016 com nove gols pelo São Paulo. Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC

O argentino pertence ao Deportivo Maldonado, da segunda divisão do futebol uruguaio e serve como espécie de barriga de aluguel. Emprestado ao West Ham até a metade de 2017, Calleri não se encontra em um bom momento, sem conseguir sequência para retomar a uma boa fase. O Grêmio pode ver a possibilidade de convencer os representantes do atleta a destacá-lo novamente na competição sul-americana, mas mesmo se viesse, provavelmente ficaria na Arena por um semestre.

Barcos é outro atleta que viria também por meio de empréstimo, porém, o Grêmio teria de convencer o Sporting, dono dos direitos federativos do atacante e o Velez Sarsfield a abrir mão do jogador em vínculo que também vai até a metade do semestre. Entretanto, os grandes entraves são salários altos (ganha quase o equivalente a R$ 650 mil no clube português) e a aparente fase derradeira do atleta, o que o faz não ser o nome favorito da torcida, como descrevi aqui.

Logo, Romildo terá de fazer malabarismo para chegar forte à Libertadores do próximo ano. Mesmo campeão da Copa do Brasil, o Grêmio precisa se qualificar para alçar voos mais altos. No entanto, como fazer isso vendendo Luan ou Wallace, que são fundamentais hoje no time de Renato? Na visão da direção, ou consegue empréstimo – não vendendo um de seus atletas – ou dá um passo para trás e acertar com tiro certeiros com reposições, sem chance de errar nessas contratações.