Venda de Walace aumenta a cobrança a Romildo por reforços

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Walace foi peça importante para a conquista do ouro olímpico e da Copa do Brasil. Foto: Reprodução/Instagram

A venda de Walace estava programada pela gestão do presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, desde o encerramento da temporada passada. Logo, a ida do volante ao Hamburgo não é novidade, aliás, é visto como alívio pelo Departamento de Futebol, pressionado por contratações de pesos para disputa da Copa Libertadores da América, mas ainda sem dinheiro em caixa para ousar no mercado. E com a saída desse atleta, campeão da Copa do Brasil e campeão olímpico pela Seleção Brasileira, pode apostar que a pressão pela vinda de um nome de peso será ainda maior.

A contratação do volante pelo Hamburgo dará retorno aproximadamente R$ 20 milhões aos cofres do Grêmio. É uma perda bastante sentida, pela qualidade técnica de Walace, uma das peças centrais às conquistas da Copa do Brasil e da medalha de ouro nas Olimpíadas do Rio de Janeiro no ano passado. Ao lado de Maicon, era o melhor volante do futebol gaúcho e um promissor atleta para o futebol europeu.

No entanto, o Grêmio já se estava preparado em uma eventual saída de Walace, já planejando a utilização maior de Jailson no time titular, contratando Michel e ainda tendo Ramiro ao setor. Portanto, ida do volante ao futebol europeu possivelmente causará um impacto menor do que seriam as vendas do atacante Luan e do zagueiro Pedro Geromel, esses atletas sim sem reposição à altura no elenco tricolor.

Com a transferência de Walace, o Grêmio tem obrigação de contratar um nome que chegue para ser titular no time do técnico Renato Portaluppi. Acho que Jadson é um bom nome no meio-campo, que precisa ter um parceiro e ao mesmo tempo uma alternativa ao Douglas. Se há um momento para ousar, esse momento é agora, faltando um pouco mais de um mês para a estreia do Tricolor para Libertadores.

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